Manifestação de amor ao futebol

Não torço pelo Fluminense e nunca torcerei. Sou uma flamenguista apaixonada por sua nação e que idolatra seus ídolos. Contudo, confesso que fiquei arrepiada com a manifestação de amor que presencie hoje a tarde enquanto me dirigia a UERJ. Era uma nuvem verde, griná e branca na mais completa harmonia que saía de todos os lados e mesmo durante a aula ainda era possível escutá-los a minutos de começar a partida decisiva. E isto para uma apaixonada pelo esporte já vale mais do que mil gols, prefiro a Nação rubro-negra devo ressaltar, mas qualquer manifestação sadia de amor a um time é válida.
Isso em momento algum significa que vibrarei com a vitória tricolor ou que chorarei com sua derrota, mas que a cena que presenciei ficará guardada na memória isso ficará. No mais que vença a melhor e mais bem preparada equipe.

Tempo? Cadê? Onde?



Nesse confuso mundo do capitalismo ao qual estou incluída está cada vez mais difícil sobrar um tempo para a realizações de atividades prazerosas. Às vezes, chego a sentir saudades da época em que meus avós viviam, tudo bem, sei que não posso sentir saudades daquilo que não vivi, ou melhor, de uma certa forma eu vivi sim só que através dos inúmeros causos que me relataram.

Era uma época em que todos os vizinhos se conheciam e aproveitavam o cair da noite para colocar o papo em dia, enquanto que hoje em dia eu nem mesmo sei quem são os meus vizinhos e que históris fantásticas tem para me contar.

Concordo que viver uma ditadura militar não foi nada fácil, mas a possibilidade de jantar com o pais às 18:00 me enchem os olhos, sem contar no almoço de domigo e nas festas de família, em brincar nas ruas e sair sem ter hora para voltar.

Devo estar meio nostálgica, mais andei refletindo muito sobre o mundo em que estamos e percebi que não é o paraíso tropical tão proclamado em verso e prosa. Hoje, a relação entre as pesssoas está cada dia mais e mais fria, distante e para sacramentar este processo veio a Internet - a deusa - que nos dá o mundo e ao mesmo tempo nos tirar o prazer de sentir a brisa no rosto ou o hálito quente do amado. Muitas pessoas se conhecem, se apaixonam, formam grupos de amigos e interagem se ao menos ter se sentado lado a lado em uma praça. É tão estranho esse processo que mesmo usufruindo de seus benefícios ( que são muitos, não nego) ainda me causa estranhamento.

Para encerrar gostaria de expor um pequeno texto sobre uma árvore no meio da rua.
Não entendeu o porque? Acho que ele retrata o que estou tentando expressar com maestria.

"Quantas vezes você passou ontem pela sua rua e viu aquela árvore na esquina? Uma vez? Duas? Dez vezes? Mas quantas vezes você realmente "viu" aquela árvore? Quantas vezes prestou atenção na textura? Já viu as formas? E a sombra que ela projeta as 10h da manhã? Será que mesmo sabendo dela alí você nunca "viu" a árvore?"

Espero que você não seja um dos muitos que nunca viram a árvore na esquina.



Matéria minha veinculada no site da Agenc


Adultos e jovens disputam as mesmas vagas no mercado brasileiro
Artigo publicado pela revista Polêmica mostra que o desemprego entre jovens é maior do que entre os adultos.

Monique Andrade

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), quatro milhões de jovens estão fora do mercado brasileiro, o que representa 20,1% da população com idade entre 15 e 24 anos. Atualmente, as maiores dificuldades enfrentadas por eles para ingressar no mercado de trabalho são falta de experiência, descaso do governo, reestruturação produtiva, adoção das novas tecnologias e formas de gestão da força de trabalho, entre outras. Estes dados são do artigo “O desemprego juvenil e a crise social no Brasil atual” publicado na edição de outubro/dezembro de 2007 da revista “Polêmica” da Uerj.

Além disso, dados de 2004 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que 85% dos jovens desempregados no mundo se encontram nos países periféricos, embora esse problema também seja observado acima da linha do Equador.
No Brasil, esse fenômeno se intensificou nas duas últimas décadas, fruto da precarização das relações de trabalho e do crescimento do mercado informal, o que propicia o surgimento de uma geração de jovens dependentes da família, das políticas públicas e que buscam tardiamente o mercado de trabalho.

Ainda de acordo com o autor do artigo, o doutor em ciências sociais pela Unicamp, Marcos Roberto Mesquita, um dos motivos que explicam as altas taxas de desemprego entre os jovens “é o fato de não existirem empregos para todos”. De tal modo que os adultos competem com o segmento juvenil por ocupações que eram a “porta de entrada” deste no mercado, desmentindo o discurso do empresariado de que o desemprego é resultado da falta de capacitação, pois houve uma ampliação dos índices de escolaridade entre a juventude brasileira.

O artigo indica também que diante de um cenário acentuado de desemprego os empresários aproveitam para aumentar as exigências, seja de qualificação, seja de escolaridade e experiência profissional, o que dificulta a conquista do primeiro emprego. Marcos Roberto sugere que, por atingir milhões de jovens brasileiros, o desemprego juvenil deve ser tratado com atenção especial por parte do Estado e da sociedade. De acordo com o autor, a falta de trabalho amplia o círculo de pobreza, colocando os jovens em uma situação de desespero, impotência e vulnerabilidade, pois até mesmo a conclusão do ensino superior não é mais considerada uma garantia de sucesso profissional.

ver matéria no site: www.agenc.uerj.br

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Sei que como jornalista tenho o dever de ser totalmente neutra em relação ao que acontece ao meu redor, mas como cidadã carioca e brasileira tenho minhas próprias opiniões.

Por isso, escolhi esse nome: Jornalista de Opinião.

Pretendo escrever sobre os mais diversos assuntos: política, economia, futebol, música, enfim, tudo que realmente seja relevante e mereça algumas linhas.

Pretendo também inserir aqui as minhas matérias que, na maioria das vezes, estarão voltadas para o campo social, relativo ao interesse público.