Quem quer um fígado?


A cada dia que passa me surpreendo mais e mais com o baixo nível que um ser humano pode chegar. Lembram-se do Chacrinha que gritava em alto e bom som " Vocês querem bacalhau?". Pois bem, transportando essa idéia para o século XXI, mais precisamente para a realidade brasileira, a frase se modifica “Vocês querem um fígado?". AH!!! Como pude me esquecer de contar...custa apenas à bagatela de R$250 mil reais. Isso mesmo R$ 250 mil!!!

Aos mal informados que ainda não sabem do que estou falando e nesse instante acham que se trata de mais um anúncio do mercado de tráfico de órgãos, devo lhes desapontar. Trato aqui do suposto "comércio" realizado no Hospital Clementino Fraga Filho, ou mais conhecido, como Hospital do Fundão. A nova manchete dos jornais cariocas relata que essa prática era bem comum na Instituição. Até aí a sensação de falta de amor do homem para com o homem já é visível. Mas descobrir que o crime era orquestrado pelo ex-coordenador do programa Rio Transplante, o cirurgião Joaquim Ribeiro Filho, é ainda mais escabroso, mais nojento e mais cruel.

Será que alguém aqui pensou a mesma coisa... Estão comprando pelo direito a vida, ou seja, se você tem R$200/250 mil é salvo da fila de transplantes, agora se não tem o dinheiro...prepare-se porque a fila é longa e nem sempre honesta.

Diante de tal fato, fica agora a apreensão dos pacientes, uma vez que casos como este geram a diminuição do número que doadores e aumenta o sofrimento dos que aguardam a chance de reconstruir suas vidas em paz e de forma digna.

Obra Minha


Bem terça-feria é dia de matéria realizada por mim para o site da Agenc (Agência de Notícias Científicas) da Uerj. E hoje a pauta que eu escolhi é sobre o crescente números de eventos realizados pela cidade do Rio de Janeiro, enfim espero que gostem.

Mercado de eventos cariocas representa 3% do PIB brasileiro
A fama internacional do Rio como cidade anfitriã é um dos motivos para o crescimento do mercado de eventos.

“Rio de Janeiro: uma cidade de grandes eventos” é a monografia apresentada pela relações públicas, Juliana Neiva, no fim de 2007. A tese tem como objetivo desvendar a fama de “cidade anfitriã” do Rio de Janeiro correlacionando com a demanda de eventos que cresce em média 8% ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur).

Juliana esclarece que de acordo com o “Dicionário de Comunicação”, escrito por Rabaça e Barbosa evento é “um acontecimento que se aproveita para atrair a atenção do público e da imprensa sobre a instituição. Pode ser criado artificialmente, pode ser provocado por vias indiretas ou pode ocorrer espontaneamente”. Nesse sentido, é possível afirmar que o Rio de Janeiro é a principal cidade da América Latina na realização de eventos e a segunda do Brasil, perdendo apenas para São Paulo.

A cidade tem capacidade para sediar eventos dos mais diversos tipos: esportivos, culturais, comerciais e acadêmicos, de porte nacional ou internacional. Durante o ano de 2004, gerou 30% dos 10 bilhões que o mercado de eventos movimentou em todo o país conforme a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), citado pela autora na monografia. Ela também afirma que a cidade apresenta uma média de 330 mil eventos e feiras por ano, envolvendo cerca de 80 milhões de participantes, o que representa mais de 3% do PIB brasileiro.

“A busca do Rio pelo setor de eventos é vista como uma forma de utilizar sua imagem para construir uma visão positiva do evento” afirma Juliana. A autora credita isto ao fato de a cidade ser reconhecida pelas belezas naturais, simpatia de seu povo, caráter hospitaleiro com os turistas, capacitação profissional na área, experiência na realização de eventos de sucesso, além de ser a sede de importantes empresas, organizações e instituições.

O principal fator negativo apontado é a violência, ficando a carência de infra-estrutura em segundo plano. Mesmo assim – Juliana aponta – o Brasil passou do 21º para o 11º lugar entre os países-sede de eventos internacionais entre os anos de 2002a 2006, de acordo com dados do Internacional Congress and Convention Association(ICCA). Além disso, segundo o ICCA, nos últimos nove meses, o Rio foi a cidade líder nas Américas em sediar eventos internacionais, à frente inclusive das cidades norte-americanas.

CRÉDITOS:AGENC

Vocês gostaram do novo visual do blog?


Caríssimos acabei por enjoar do antigo layout do blog e fiz algumas alterações, mas gostaria de saber se gostaram. Podem dizer a verdade eu aguento!!! rsrsrs

Cine Al Dente: Arquivo X: Eu Quero Acreditar


Infelizmente, por motivos místicos não pude comparecer a cabine que me dá o direito de realizar minha crítica semanal a vocês. Mas devido ao compromisso que assumi com meus leitores fiéis, posto hoje a sinopse de Arquivo X: Eu Quero Acreditar. Não é o que eu de fato queria colocar, mas paciência, afinal de contas motivos místicos são motivos místicos.

Sinopse:

Bem ao estilo de "Arquivo x", a história do filme permanece um mistério. Apenas o seguinte foi revelado: trata-se de uma história independente, nos moldes de alguns dos episódios mais aclamados da série, que conduz o complicado relacionamento entre Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) por caminhos inesperados. Mulder continua sua inabalável busca pela verdade, e a intensa e extremamente inteligente médica Scully mantém-se fortemente vinculada às investigações de Mulder.

Trecho retirado do site Omelete:

“Na trama, um grupo de mulheres é abduzido nas colinas rurais da Virgínia. Com policiais desesperados por qualquer dica, um padre motivado por visões coloca a cidade numa caçada que culmina na descoberta de um bizarro experimento secreto. Seria um caso típico para os Arquivos X. Mas o FBI fechou o departamento que investigava tais casos paranormais anos atrás - o que não impede Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Giliam Anderson) de investigar.”

Acho que este trecho nos dá uma dica do que é possível esperar, ou seja, muito suspense e ação. Ah!E por favor, desliguem os celulares porque Arquivo X: Eu Quero Acreditar está para começar.

Busco um Herói para os problemas do Rio de Janeiro


Diante da realidade vivenciada pelos cariocas, inclusive eu, fiquei pensando que seria uma ótima idéia que, no meio desse caos, surgisse das cinzas um Herói. Quem sabe o Batman? Ou Super-Homem? Talvez um deles resolva nossos problemas de violência, corrupção, falta de respeito e de amor entre os homens.

Por mais absurdo que essa hipótese pode parecer, acho que seria válida. Afinal de contas, quem sabe eles não aparecem em algum beco da cidade e colocam “ordem na casa”? Eu adoraria!

Será que alguém tem o telefone de contato dos X-Men? Mulher-Maravilha? Super-Choque? Chapolin? Homem-Aranha? Aceito qualquer um que queira encarar os mais perversos bandidos brasileiros: alguns de terno e gravata, outros uniformizados - não a trabalho - mas para o crime ou a sonegação, outros ainda que executam sem dó nem piedade o povo que agoniza diante do preço do feijão e do arroz.

Em vez de gritarmos “Quem poderá nos defender?” Podemos gritar em coro: “Quem aplacará o preço dos alimentos? Quem deterá as balas perdidas? Quem salvará as nossas crianças da criminalidade?”

Pronto o pedido esta feito agora só falta o Herói. Será que ele vem? Será que seus poderes são suficientes para deter esta nuvem negra que paira sobre as nossas cabeças? Espero que sim, pois sinceramente começo a desconfiar que só alguém com super-poderes e visão de raio-x pode nos ajudar.

À Dercy Gonçalves com todo respeito...


Esta é apenas uma singela homenagem que faço a rainha do riso brasileiro.
Tenho certeza que sentiremos muita falta de sua espontaneidade e sinceridade, já que qualidades como estas são cada vez mais raras em nossos tempos, principalmente na política. Ah! Quem me dera se todos os políticos fossem tão verdadeiros, como a Dercy Gonçalves ...sei que a fábrica de óleo de peroba iria a falência, mas seria por uma boa causa!!!

Água na Boca: Entrevista com Christian Bale, o Batman.



Para aqueles que ainda estão em dúvida se devem ou não assistir ao filme Batman - O Cavaleiro das Trevas. Hoje faço uma postagem mais que especial com alguns números da pré-estréia que ocorreu ontem. O longa arrecadou só no primeiro dia uma cifra de US$66,4 milhões, parece pouco? O recorde anterior era de Homem-Aranha 3 com míseros US$59 milhões. Quer mais provas de que é um filme imperdível? Somente com a primeira sessão US$ 18,5 milhões foram ganhos. Parece mesmo que Batman - O Cavaleiro das Trevas alcançará todos os recordes em matéria de cinema. Por enquanto falta apenas um: a melhor arrecadação no primeiro fim de semana que até agora pertence a Homem-Aranha 3 com US$ 151,1 milhões. Alguém duvida que o homem-morcego baterá fácil este valor?

Com o intuito de dar Água na Boca estou postando a entrevista que Christian Bale ( Batman/Bruce Wayne) deu ao jornalista Rodrigo Salem do site UOL

"Nunca me importei em ser comercial ou não", diz Christian Bale
RODRIGO SALEM
Colaboração para o UOL, de Los Angeles

Todos os holofotes de "Batman - O Cavaleiro das Trevas" estão direcionados para o Coringa de Heath Ledger. Mas o demônio anárquico do falecido ator não teria o mesmo impacto se do outro lado da moeda não existisse um ator tão dedicado e versátil quanto Christian Bale. Acostumado a pressão desde o início da carreira, comandado ainda criança em seus dois primeiros grandes longas por Steven Spielberg ("Império do Sol") e Kenneth Branagh ("Henrique V"), o galês de 34 anos consegue manter seu Batman fascinante e captura com perfeição o charme do playboy Bruce Wayne, identidade secreta do herói. Ao contrário de Michael Keaton, que levou uma surra do palhaço de Jack Nicholson em "Batman", de Tim Burton, Bale se impõe com o capuz negro e é essencial para o clima realista da obra de Christopher Nolan. A seriedade é levada também nesta conversa realizada num hotel de luxo em Beverly Hills, Los Angeles. De cabelos quase raspados, cansado por longas viagens, mas empolgado com o resultado do longa, Christian Bale é quase um herói por se manter articulado e simpático por toda a entrevista.

Seu Batman é visto como uma ameaça pelo sistema legal e por alguns cidadãos. Você acha que ele é um herói?
Olha, o Batman só é necessário porque o sistema é falho. Claro que gostaríamos de acreditar que os cidadãos vão se rebelar, bater o pé e lutar a favor da justiça em situações nas quais o sistema erra. Bruce Wayne ideologicamente espera que surja alguém como Harvey Dent, que luta contra corrupção e as falhas do sistema de forma legal. Batman é um personagem com varias dimensões, multifacetado. Por isso que é tão interessante, pois não é o cavaleiro da armadura brilhante. Ele deseja fazer o bem de forma altruísta, mas tem muita violência, raiva, vingança e outros sentimentos negativos em si. Sempre existe a questão se ele vai ultrapassar os limites. Sem dúvida, Batman não é um super-herói. Nem superpoderes ele possui.

Ao mesmo tempo, o Coringa serve como uma força caótica que a natureza proporciona ao dar luz a um herói. Ele seria a outra face da moeda do Batman, tão obstinado quanto o "mocinho" em sua ideologia anarquista...
Exatamente. Nenhum dos dois vai desistir de suas missões por nada neste mundo. Uma coisa que não podemos falar sobre o Coringa é que seja um hipócrita. Ele cumpre suas promessas e está disposto a morrer por suas crenças. É isso que ele despreza na sociedade, o fato que de acreditar tão facilmente no que é jogado em suas vidas e como correm de medo, se escondendo atrás de heróis que têm a coragem de confrontar o sistema. O Coringa enfrenta o Batman, alguém tão comprometido quanto ele, mas a grande diferença é que o Batman tem moral, não vai matar. E isso é a grande provocação do Coringa. Ele quer provar que todo mundo tem um limite, um preço e, eventualmente, se venderá.

Qual sua idéia de herói perfeito, então?
Como é o herói de todo mundo? Alguém que se impõe e fala a verdade sem se importar com as conseqüências. Ao mesmo tempo, precisamos questionar se essa é a maneira certa de se comportar em algumas situações. As pessoas tendem a fazer tudo para sobreviver e é aqui que entra a questão moral: Você comprometeria seus princípios e viveria de joelhos? Este é o dilema do Batman.

Você é um ator com muita história no cinema alternativo, sempre procurando papéis inusitados. Agora, além do Batman, você também está trabalhando em outra megaprodução, "O Exterminador do Futuro 4", batizado de "Terminator Salvation". Por que essa mudança?
Nunca me importei em ser comercial ou não. Fiz apenas filmes que as histórias me interessaram. Cometi muitos e muitos erros. Erros coletivos, claro, porque é o diretor que faz um filme ser fantástico. Chris Nolan fez "Batman Begins" ser maravilhoso, apesar de o elenco gerar performances iconográficas. Ao mesmo tempo, se o filme falhar, o culpado é o diretor, não importa qual ator esteja escalado. Nunca liguei para saber de onde o dinheiro estava vindo. Tive a mesma satisfação fazendo filmes independentes e "Batman - O Cavaleiros das Trevas". Neste longa, Chris Nolan prova que qualquer gênero pode ser soberbo nas mãos certas.

Você disse que cometeu alguns erros. Consegue perceber como um trabalho será durante as filmagens?
Posso apenas torcer que o filme seja ótimo e tentar ver o trabalho lá do meio das árvores, porque, às vezes, ficamos tão imersos que fica impossível ter uma idéia do plano geral. Minha confiança cresceu na capacidade de julgar como a obra está indo, porque estive errado muitas vezes e conheço o caminho. Agora, tento não cometer erros gigantes.

Qual a diferença do seu Batman nesta continuação?
Fisicamente, eu não estava num estado de fraqueza tão grande quanto o da época de "Batman Begins", quando sai de "O Operário" quase sem músculos e muito magro, e o uniforme é mais maleável. Em relação ao personagem, Chris (Nolan) delineou sua evolução para mim. Batman se desenvolve, amadurece e ganha novas responsabilidades com o surgimento do Coringa, que questiona e força sua ética.

O que existe de tão atraente num personagem como o Batman?
Acho que tenho uma fascinação pelo extremo. Personagens sombrios tendem a atrair mais a atenção. É algo normal, porque somos interessados nas pessoas que quebram as regras da sociedade civilizada. É uma sombra que todos nós carregamos.

Mas você gosta de fazer papéis heróicos ou se sente mais a vontade como Patrick Batman, o assassino de "Psicopata Americano"?
Gosto da variedade. Quero ser capaz de fazer de tudo na minha carreira. Fiz personagens dementes no passado e vou fazer novamente no futuro. Há dez anos, Gary Oldman poderia viver o Coringa sem o menor problema. Hoje, ele interpreta o comissário Gordon, a bondade encarnada. Isso é ser ator.

No meio das filmagens, ainda sobra tempo para se empolgar com os veículos que precisa dirigir ou já virou um fato usual estar atrás do volante de um Lamborghini?
Imagina. Todo os dias de folga, eu falava para as pessoas que precisava treinar um pouco mais minhas cenas perigosas, testar umas novas técnicas no carro (risos).

Especial Al Dente: Batman - O Cavaleiro das Trevas


Essa semana o Al Dente é mais do que especial, já que fãs de todas as partes do mundo esperam ansiosos pelo novo filme do homem-morcego. Acreditem em mim é o melhor e mais tenso de todos os já vistos.Para aqueles que não se interessam por aventuras de super-heróis acho que deveriam largar o preconceito e assistir. Pois este é um daqueles filmes que valem muito mais do o preço do ingresso, enfim é fantástico e foge completamente ao padrão de filme adaptado de quadrinhos. Aproveitem e enlouquecam com Coringa...Bom filme e por favor desliguem o celular porque Batman - O Cavaleiro das Trevas está prestes a começar.

E o Coringa roubou a cena...

O novo filme do Batman tem como astro principal o Coringa (Heath Ledger, de “O Segredo de Brokeback Mountain”), isso mesmo, o vilão da história. Graças à atuação de Heath Ledger, morto recentemente, que se entregou de corpo e alma ao personagem. O “palhaço do crime” aparece repaginado com uma boa dose de humor negro, ar ameaçador e uma riqueza de expressões faciais que valorizam o novo estilo de maquiagem adotado - rosto mal maquiado e um batom borrado com visíveis marcas de cicatriz . No filme, Coringa é um visto como aquele que deseja ver o mundo pegar fogo e ao Batman cabe a tarefa de apagar as chamas.

Batman – O Cavaleiro das Trevas, traz uma série de questionamentos clássicos a todos os heróis, como a decisão entre ficar com a mulher amada, Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal, de “Mais Estranho que a Ficção”) ou aceitar a sua missão de defender Gotham City. Contudo, para este difícil dilema Bruce Wayne/Batman (Christian Bale, de “O Operário”) encontra um novo guardião para a cidade, o promotor público, Havey Dent (Aaron Eckhart, de “Obrigado por Fumar”) conhecido por sua luta em enquadrar os grandes chefões da máfia. Mas você confiaria o seu trabalho a mãos alheias? Com o tempo, Batman descobre que não fez a melhor opção.

O longa, que contou com um orçamento de $150 milhões, leva aos cinemas efeitos especiais bem realistas, uma trilha sonora que mexe com os nervos da platéia e frases cômicas que amenizam o clima de tensão. Entre os vários pontos fortes da trama, o diretor e também roteirista, Christopher Nolan, acertou ao manter artistas, como Morgan Freeman (Lucius Fox), Michael Caine (o fiel mordomo Alfred) e Gary Oldman (tenente Jim Gordon), além, é claro, de Christian Bale (Batman/Bruce Wayne) que se consolida como um grande ator.

Batman – O Cavaleiro das Trevas , já na primeira cena, um assalto a banco espetacular, dá demonstrações de que não será mais um filme de herói como os outros. Ele é marcado por muita ação e aventura com direito a atentados terroristas e assassinatos em série. Enfim tudo que a mente doentia do Coringa pode elaborar - o que quase nos faz esquecer que é baseado em uma história em quadrinhos. Esta é sem dúvida uma das grandes estréias do ano. Com atuações marcantes como a de Heath Ledger, forte concorrente ao Oscar de melhor ator - mesmo que póstumo -, o longa tem tudo para receber várias indicações à estatueta dourada.

CRÉDITOS:UERJVIU

Bonitinha mais perigosa


Hoje, sinceramente, não tenho muito o que falar,mas no caminho para o estágio me lembrei de uma música famosa.
"Moro num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza" de Jorge Ben.

É visível que o Rio de Janeiro tem amplas belezas naturais, mas no momento as constantes vítimas do Estado, aqui representado pela polícia, mancham de vermelho sangue a imagem da cidade para o mundo.

Diante de tal quadro começo a concordar com Chaplin...

"Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá."

Charles Chaplin

Obra Minha


Terça-feira é dia de matéria produzida por mim, espero que gostem.

Crianças são as mais prejudicadas no processo da exclusão digital.
“O computador tira os limites das crianças”, afirma psicóloga.

Quem em sua época de criança nunca escutou a frase: “Se você brincar com ela não será mais meu amigo”, pois bem, por mais inocente que possa parecer, esta é de acordo com a psicóloga e psicanalista, Ana Maria Iencarelli, a primeira forma de exclusão sofrida por uma criança. Nesse sentido, o Instituto de Psicologia da Uerj, organizou a VI Jornada sobre a violência contra a criança, que entre outros temas discutiu as diversas formas de exclusão vivenciadas no Brasil.

Ana Maria foi à convidada do dia 4 de julho e expôs o tema “Violência e Exclusão”, em que aborda uma série de fatos excludentes da sociedade os subdividindo em três grupos: os sem-documentos, os excluídos digitais e os excluídos do convívio familiar.

Os primeiros despossuídos desta lista, segundo Ana Maria, são as crianças que de acordo com dados expostos por ela somavam em 2007, aproximadamente 375.000 bilhões sem registro de nascimento – valor lembrar que o registro é a primeira forma de inclusão do indivíduo na sociedade – sendo que na região do semi-árido nordestino 94% dos jovens não possuem registro. “O registro tardio cresce na época de eleição, já que vários políticos facilitam o acesso ao documento no período eleitoral visando o crescimento do número de títulos eleitorais”, denuncia à psicóloga e vai além “crianças nascem e morrem no Brasil sem ao menos existir legalmente”.

Outra exclusão mencionada por ela foi o preconceito sofrido pelas crianças sem terrinhas, “marcadas pela cor viva e descriminadas pelo apelido” assim é vista esta parcela da juventude brasileira que na maioria dos casos engloba a lista dos não-registrados.

Ana Maria declara ainda que a Era Digital mais do que aproximar a juventude acabou os desmembrando em dois tipos: os com computador na escola e os sem micro na escola. Contudo, a psicanalista adverte “há exclusão mesmo entre as crianças que usam o computador, na medida em que perdem a noção de tempo real, pois o espaço virtual traz outros conceitos de tempo, espaço e de compreensão da morte. E é claro, existem as crianças excluídas socialmente que sofrem a exclusão digital, ou seja, nem ao menos têm a oportunidade do acesso ao aparelho”.

Nesse aspecto ela cita a escola como fomentadora do processo de exclusão, “A má qualidade das escolas impede a obtenção de conhecimento sendo a forma mais cruel de exclusão, já que tira do aluno a oportunidade de um futuro”.

CRÉDITOS:AGENC

Revisão no Espaço-Tempo de Ney Matogrosso


Segunda-feira, e resolvo testar algo novo no blog. O que? De forma autoral decidi nomear o segundo dia da semana como da “Revisão no Espaço-Tempo”.
O que isso significa? Que segunda-feira é o dia em que lhes apresento um pouco da trajetória de um astro da música, cinema ou TV.

E para começar escolhi... Ney Matogrosso...

Nome oficial, Ney de Sousa Pereira, muito comum não lhes parece? Nome artístico: Ney Matogrosso, muitíssimo melhor. Nascido em 1 de agosto de 1941 na cidadezinha de Bela Vista, Mato Grosso do Sul, encantou o Brasil e porque não dizer o mundo com seu jeito irreverente.

Filho de militar teve uma infância solitária – gostava de se esconder no mato com os cachorros – e cigana, graças às transferências paternas. Alistou-se aos 17 anos na Aeronáutica, sem saber o que faria da vida. Suas certezas se resumiam ao gosto pelo teatro e a música. Acabou, ironicamente, em um laboratório de anatomia patológica no Hospital de Base de Brasília.

Sua vida só tomou rumo artístico em 1966 quando chegou ao Rio de Janeiro, tornou-se hippie e decidiu investir na carreira de ator. Por meio de uma amiga, conheceu João Ricardo que na ocasião procurava um cantor de voz aguda para um conjunto musical. O nome do grupo? Secos & Molhados. Nascia então, em 1971, Ney Matogrosso.

No grupo ficou apenas 4 anos e já partiu para a carreira solo com o disco Água do Céu – Pássaro e em plena Ditadura Militar causou alvoroço com a capa do disco em que aparecia pintado, vestido com pêlo de macaco, chifres e pulseiras de dente de boi. Em um show de 1976, novamente escandalizou com sua performance e a música “Bandido’, composta por Rita Lee.

Ney Matogrosso colecionou entre as décadas de 70 e 80 ameaças militares e sucessos, como: "Homem com H", "Vida, Vida", "Pro dia nascer Feliz", "Vereda Tropical", "Amor Objeto", "Seu tipo", "Por debaixo dos panos", "Promessas demais", entre outros. Fez história e influenciou uma geração inteira com sua ousadia e coreografias eróticas. Contudo, como um camaleão ambulante tirou a maquiagem, vestiu um terno e conquistou público novo em 1987, com o LP “Pescador de Pérolas”. Já na década de 90, abriu seu leque músical regravando músicas de Ângela Maria, Chico Buarque e Cartola. Atualmente, está nos palcos com o show “Inclassificáveis” que tem previsão de correr o Brasil.

Cinema Al Dente Alternativo


Aos apreciadores do cinema alternativo, eu lhes presenteio com a minha crítica do filme Do outro lado que estreou no Brasil na última semana. Boa pipoca!!!

Uma verdadeira teia de relacionamentos interpessoais

Ótima opção para os apreciadores do cinema não convencional. O filme apresenta um bom e envolvente roteiro no qual uma série de encontros e desencontros serve de pano de fundo para recriar a turbulenta situação política vivida na Turquia às vésperas de ingressar na União européia.

Do outro lado
(Auf der Anderen Seite), é um filme que prioriza as diferenças entre as culturas alemã e turca através do enfoque em temáticas como as relações entre as pessoas, o amor e a morte. Ele é o segundo filme de uma trilogia denominada de Amor, Morte e Diabo, iniciada com Contra a Parede (Geg Die Wend), vencedor do Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim, em 2004.

O longa se passa entre o território alemão e turco e narra à história do professor Nejat que se vê obrigado a cumprir o último desejo de Yeter, uma prostituta quarentona envolvida com seu pai, morta durante uma discussão.



Nejat, com o intuito de financiar os estudos da filha da prostituta viaja para Istambul. Quando chega ao seu destino, sua vida se entrelaça a de Lotte, uma estudante alemã que se encontra na cidade devido a um relacionamento amoroso com Ayten. Coincidências à parte, ela tenta a todo custo livrar a sua companheira da prisão devido a denuncias de que esta faria parte de um grupo contrário à entrada da Turquia na União Européia.

Ao longo de Do outro lado é possível perceber um renascimento de Nejat como indivíduo e uma reconstrução de seu papel na sociedade. Seu diretor,o jovem Faith Akin, cria as possibilidades dos encontros entre os personagens sem necessariamente realizá-los o que denota a película um tom realista. Além é claro, de um final surpreendente e sugestivo que foge por completo aos padrões americanos de cinema.

O filme chegou ao Brasil premiadíssimo, uma vez que conquistou o German Film Awards, prêmio máximo do cinema alemão e as indicações ao prêmio de melhor roteiro em Cannes, e ao César Awards na França.

CRÉDITOS: UERJVIU

Mais quantos como o pequeno João é necessário para que algo mude?


Ainda estou abismada com o desastre que acometeu o Rio de Janeiro, como é possível viver em uma cidade na qual o direito de ir e vir com segurança – garantido na Constituição – já não mais impera?

Pois bem, mais uma vítima se fez necessário nessa “Guerra Urbana”, sinceramente, já estou farta dos pedidos de desculpa oriundos do governo e com toda certeza trocaria cada um deles por uma ação mais enérgica (no sentido de mais eficiente).

“Que polícia é esta, meu Deus?” Bradou mais um pai desesperado e assim viu-se ao vivo e a cores, como gostamos de dizer, mais uma família destroçada, vítima de um Estado impotente e policiais despreparados. Sei que não tenho autoridade para questionar o treinamento concedido aos nossos homens da lei, mas tenho coração e lágrimas suficientes para pedir justiça aos culpados e consolo à família.

“O menino João Roberto não está mais entre nós, ele só tinha dezesseis...” dizia a música cantada por Renato Russo, pena que o João Roberto morto impiedosamente pelo Estado não teve nem mesmo a chance de atingir os seus dezesseis anos.

Será possível que não haja uma solução a curto prazo? Não consigo acreditar que um país com dinheiro suficiente para realizar um Pan-Americano e se candidatar a país-sede de uma Olimpíada não tenha dinheiro em caixa para melhorar a vida da sua população. Ontem foi o João Hélio assassinado pelos bandidos, hoje foi o João Roberto e sua família fuzilados sem dó nem piedade por policiais que nem ao menos possuem a hombridade de assumir a culpa. E amanhã? Quem será o próximo João a nos comover com sua triste história?

Pensando nisto, me lembrei de um outro João, o João Cabral de Melo Neto, e de seu poema denominado Morte e Vida Severina que nos remete fala da morte, ou melhor, de uma morte Severina.

“Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas
e iguais também porque o sangue,
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida)”.

Obra minha


Espero que gostem do resultado, pois fiz com carinho focando ao interesse público.

Argumentos racionais movem a busca das mães pelas creches
Segundo pesquisadoras, aspectos como a aprendizagem são mais valorizados do que expectativas de carinho e atenção por parte das mães.

A convivência em um mundo capitalista no qual as mulheres são conduzidas cada vez ao mercado de trabalho levou as estudantes de psicologia da Uerj, Renata de Marca e Gabriela Amaral, a se interessaram pelo estudo das prioridades na hora da escolha de creches entre as mães cariocas. Segundo elas, a pesquisa que durou aproximadamente dois meses e contou com a participação de 10 mães com filhos entre zero e quatro anos, tinha o objetivo de analisar quais critérios eram mais importantes na hora de escolher a creche apropriada.

De acordo com Renata, a questão da afetividade foi exposta por todas as mães ouvidas, em menor ou maior grau, já que vários aspectos cognitivos foram ditos como dominantes para a seleção. Gabriela mencionou ainda alguns pontos de contato entre as entrevistadas “todas as mães se preocupam com a qualidade do lugar, o atendimento que era dado aos seus filhos e a sua relação com as demais crianças”.
.
Nesse sentido, as estudantes utilizaram com método de pesquisa a resposta a seguinte pergunta: “Ao buscar uma creche, quais os cinco principais critérios utilizados na escolha?” E de acordo com as respostas pediam para que os definissem em ordem de prioridade. Sendo observado através da ordenação de cada mãe se aspectos básicos como o aprendizado e o desenvolvimento da criança no ambiente da creche eram vistos como principais diante de aspectos emocionais como o carinho, a afeição e a empatia.

Apesar da amostragem reduzida de mães, o estudo é visto como importante por elas que afirmam ter realizado um dos primeiros nesse sentido. “Não compreendo como um fato tão relevante para a mulher ainda não tenha sido objeto de estudo”, disse Renata. O estudo é denominado de “pesquisa piloto” por ambas, já que sua continuidade é prevista pelas autoras. Elas afirmam ainda que a nova etapa do projeto abordará um número maior de participantes e incluirá novas categorias de estudo, já que o atual teve apenas cinco: afetividade, cuidados físicos básicos, ambiente físico e social, aspectos como a inteligência e a razão, denominados por elas de aspectos cognitivos, recomendação e receptividade.

CRÉDITOS: AGENC

Cinema Al Dente


Aos amantes da sétima arte, trago uma dica de filme que com toda certeza agradará a todos. O novo filme da DreamWorks, Kung Fu Panda. Espero que gostem da minha crítica e se possível aguardo comentários.

Surpreendente e motivador na medida certa

Recomendado para crianças de todas as idades, Kung Fu Panda, é o filme de animação mais aguardado das férias. E com toda a razão. O longa mostra com humor as aventuras do urso panda Po na busca de um sonho quase impossível - ser um mestre nas artes kung fu. Ambientado na China antiga, o filme agrada em cheio a todas as faixas etárias com boas doses de diversão e um personagem principal que esbanja simpatia e carisma.

Dirigido pela dupla John Stevenson e Mark Osborne, Kung Fu Panda, conta com a trilha sonora de Hans Zimmer, vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora Original por O Rei Leão (The Lion King) e Erik Aadahl. Juntos optaram por criar uma trilha orquestrada, sem músicas contemporâneas, dando ao filme uma sensação de atemporalidade perfeita.

No elenco, temos a presença de grandes astros do cinema, como Jack Black na voz do Po e Angelina Jolie como a tigresa (respectivamente dublados na versão brasileira por Lúcio Mauro Filho e Juliana Paes), além de Jackie Chan, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Ian McShane, Dan Fogler e Dorinda Katz.

O longa narra de forma encantadora a história do urso Po, filho de um marreco, que entre uma e outra mesa servida no restaurante da família sonha em aprender kung fu. O gordo e inocente panda vê sua vida se transformar de uma hora para a outra ao ser escolhido para cumprir uma antiga profecia chinesa. Na nova missão, que inclui salvar o Vale da Paz do temido Tai Ling, Po passa a conviver com seus ídolos do kung fu: os cinco lendários – Garça, Tigresa, Louva-Deus, Víbora e Macaco – comandados por Mestre Shifu.

Aos que vêem um filme de animação como um entretenimento familiar, Kung Fu Panda, mostra que é possível ir além, trazendo em seu roteiro a mensagem de que os desafios existem para serem superados.

CRÉDITOS: UERJVIU

Quem acreditou?


(foto: Luiz Claudio)

O Rio de Janeiro amanheceu de luto devido ao fiasco da equipe tricolor ocorrido entre a noite de ontem e a madrugada de hoje. Centenas de torcedores realmente acreditaram que o tão aguardado título da Taça Libertadores chegaria finalmente as Laranjeiras.

Mas isso não aconteceu e o que se viu no Maracanã foi o mais inacreditável de todos os resultados - no tempo normal, Fluminense 3 x 1 LDU,culminando em uma prorogação sem gols e uma cobrança de pênaltis que ficará marcada na memória de todos nós.

Por mais difícil que seja acreditar, o Fluminense pelo que se pode ver não aprendeu a lição tão cruelmente vivenciada pelo Flamengo contra o América-Mex, e viu a taça fugir de suas mãos rumo a mãos equatorianas, com severo destaque para o jogador Guerrón.

Enfim, ao time resta lamentar e quem sabe por a culpa de sua atuação no juiz. Até concordo que ele tenha errado contra a equipe brasileira, mas compreendo que tais lances não influênciaram na decisão final.

Pobre foi o destino de Thiago Neves, pois ao destaque tricolor com três gols, coube-lhe a perda de um pênalti ao lado de Conca e Washington que também desperdiçaram suas chances e jogaram o sonho pela janela.

Para a torcida que acordou com uma enxaqueca daquelas só restou a revolta e a desilusão com o Flu que agora parte com tudo para o Campeonato Brasileiro estando vale lembrar na zona de rebaixamento com míseros 3 pontos ganhos dos 24 já disputados.

Ana Paula Padrão - Blog voltando em grande estilo!


Após vários dias...quase meses, sinceramente perdi a conta, resolvi retomar o Jornalista de Opinião em grande estilo. Nada melhor para isso do que uma matéria realizada por mim durante o V Seminário ESSO-IETV com a conceituada jornalista e apresentadora, Ana Paula Padrão.


Ana Paula Padrão questiona as várias influências que atingem o jornalismo contemporâneo
Monique Andrade

O V Seminário ESSO-IETV de Telejornalismo, no dia 13 de junho, contou com a presença da jornalista e apresentadora do SBT, Ana Paula Padrão, para esclarecer o tema de sua reportagem “Trem da escravidão” exibida no programa “SBT - Realidades” e selecionada entre as finalistas do prêmio ESSO em 2007.

Em “Trem da escravidão”, a jornalista aborda o tema da carência de oportunidades de emprego na região entre o Maranhão e o Pará e, de acordo com a reportagem, grande parte dos que viajam no chamado “Trem da escravidão”, nome dado pelos populares da região, não conseguem atingir os seus anseios e terminam em minas de carvão, madeireiras ou fazendas em um trabalho análogo ao escravo. “Não é uma matéria de denúncia e sim de constatação”, afirma Ana Paula, já que o fato é conhecido em toda a região, mas o governo não se manifesta em prol dos explorados.

Durante a palestra, Ana Paula informou que os jornalistas do lugar tinham pouco poder diante da situação, uma vez que seu jornalismo sofria forte influência política e dos latifundiários da área. “O jornalismo perde credibilidade por estar pautado por agentes político, econômico e não éticos”, disse. Outro assunto muito comentado durante o Seminário foi à questão da câmara oculta e sua legalidade no trabalho jornalístico; tema este que também foi perguntado a apresentadora que sacramentou “Quando for para provar alguma situação à câmera oculta deve ser usada, caso contrário é totalmente desnecessária”.