Cine Al Dente: Os Desafinados


E finalmente posto uma dica de filme nacional, concordo que demorei demais e chego a crer que já pensam que cinema brasileiro não conste na minha lista de atividades prazerosas. Mas isso não é verdade, tenho muito orgulho do que produzimos, uma vez que avaçamos a passos largos nesse setor.

Os Desafinados conta a história de cinco
jovens músicos e compositores, todos amigos - Joaquim (Rodrigo Santoro), Dico (Selton Mello), Davi (Ângelo Paes Leme) e PC (André Moraes)- que viajam para Nova Iorque no início da década de 60 com o objetivo de fazer sucesso, em pleno surgimento da Bossa Nova. Lá eles formam um grupo, chamado Os Desafinados, que integra o movimento de lançamento do ritmo musical que anos mais tarde se tornaria símbolo do Brasil no exterior. Ao longo dos anos os amigos acompanham nosso cenário político e musical.

Um belo filme recheado de amizade, música e conflitos amorosos sobre a direção de Walter Lima Jr que merece a nossa ída ao cinema. Agora, por favor, deliguem os celulares porque Os Desafinados está para começar.

Data da Estréia: 29 de agosto
Gênero:Comédia Romântica
Duração:131 minutos

UERJ: Municipal? Essa idéia tinha que ser do César Maia!


E surge mais uma louca idéia na mente brilhante de nosso digníssimo prefeito César Maia. A nova sugestão trata-se de tornar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em Universidade do Município do Rio de Janeiro (UMRJ). Parece piada, mas infelizmente não é. A idéia sugerida pelo prefeito já foi aprovada inclusive pela candidata Solange Amaral,sua aliada na disputa eleitoral de outubro.

Pelo que tenho presenciado, César Maia e seu delírio "uérjico" *(acabei de inventar isto) viraram motivo de chacota entre todos os cariocas, inclusive eu que não consigo conceber a mais vaga idéia de que algo tão estapafúrdio desse certo. Além de ser totalmente inconstitucional, a proposta esbarra em outro dado: a prefeitura é responsável pelo ensino fundamental e o que fez com ele? Instalou o sistema de aprovação automática solucionando o problema da reprovação escolar, simples assim, o aluno finge que aprende e passa de ano, porque ninguém nunca pensou nisso?!

Como estudante do curso de jornalismo da UERJ fico me perguntando agora: será que pensam também em implantar esse sistema em nossa faculdade? Não seria nada absurdo vindo de um prefeito apelidado de "maluquinho" a alguns anos. Outra coisa interessante neste episódio é ler as declarações do governador Sérgio Cabral mandando César Maia cuidar das questões de prefeitura que a UERJ está sobre os seus cuidados. Acreditem é de morrer de rir, pois todos que estudam aqui e até quem não estuda sabe da precariedade de nossa faculdade,fato não exclusivo nesse Brasil de universidades sucateadas.

Alguém, por favor, pode dizer a César Maia que se preocupe com outros assuntos e deixe a UERJ como está. Pois se ele procurar com cuidado há muito o que se fazer em educação, segurança pública, saúde... falando em saúde gostaria de saber o que aconteceu com a obra do novo hospital Paulino Werneck na Ilha do Governador. No terreno onde se prometeu um moderno hospital para atender ao meu bairro há atualmente muito mato e alguns tapumes.

Obra Minha: Tema... Campanha Eleitoral


Em ano de eleiçôes como este de 2008 vê-se de tudo na busca quase insana por mais um voto. Porém, uma coisa permanece: as campanhas, os santinhos entregues pelas ruas da cidade, os programas mirabolantes exibidos na televisão, as falsas promessas...

Sempre me perguntei: Será que tudo isto convence o eleitor de votar em tal candidato e não naquele outro? Será que uma bela campanha pode convencer os eleitores? Acredito que não, uma vez que nunca em minha vida presencie alguém dizendo " votarei em fulano de tal porque ele entrega mais santinhos na minha rua" ou então " ía votar em X, mas a música da campanha de Y é tão bonitinha que votarei nele". Até concordo que tem sim um certo valor, mas nada que modifique ideologias...

No mais isso é assunto para quinta-feira junto com a surpreendente decisão do nosso querido César Maia de tornar a Universidade do Rio de Janeiro (UERJ) na Universidade do Município do Rio de Janeiro, genial não acham? rs Enfim, voltando a vaca fria a postagem de hoje é toda voltada para o papel das campanhas na processo eleitoral, afinal de contas o horário eleitoral gratuito se inicia hoje oficialmente na televisão e no rádio.

Campanhas eleitorais não garantem voto.
“As propagandas dos candidatos são incapazes de persuadir os eleitores”, afirma estudioso no assunto.

A revista de número 27 da Logos publicou, no segundo semestre de 2007, uma pesquisa denominada “Intenção de voto e propaganda política: Efeitos da propaganda eleitoral”. O estudo tinha por finalidade identificar os efeitos da propaganda na construção da intenção de voto, com base em campanhas entre 1989 e 2006. O trabalho foi realizado por Marcus Figueiredo, doutor em Ciência Política pela USP, professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública (DOXA).

O professor esclareceu o objetivo de seu trabalho “compreender o efeito da propaganda política em diferentes momentos do processo eleitoral, além de medir empiricamente a magnitude desse efeito na manutenção ou na alteração da vontade eleitoral”. Nesse sentido, Marcus analisou a natureza do impacto da propaganda política e dos debates eleitorais entre partidos e candidatos na visão do eleitor e em que medida esses debates sobrepujam ou interagem com outros fatores, tais como o contexto sócio-econômico e os processos históricos.

Segundo ele indica em seu trabalho, o uso de várias teorias se fez necessário para a compreensão do processo eleitoral “teorias que ora enfocam um conjunto de variáveis estruturais, estáveis ao longo do tempo: identificação partidária e ideológica dos eleitores, posição de classe, avaliação do estado da nação, da economia e do desempenho dos governantes; ora estudam as variáveis comunicacionais, algumas estáveis ao longo do tempo (por exemplo, hábitos de consumo e exposição à mídia) e outras de curtíssimo prazo, como exposição às propagandas políticas e eleitorais”, salientou.

Outro fator lembrado por Marcus como relevante ao longo das campanhas por ele estudadas foram “Os acontecimentos extra-campanha e os acontecimentos de campanha, dentre os primeiros, alguns podem ter fortes ligações com o processo eleitoral, como denúncias sobre candidatos; outros são de origem independente, mas podem ser usados política e eleitoralmente – por exemplo, comportamentos duvidosos no passado ou no presente de um candidato, normalmente objeto de interesse das mídias, ou mesmo algum desastre natural que possa ter sido mal administrado.”

Durante o estudo Marcus descobriu que “em uma conjuntura eleitoral com dois ou mais candidatos, por exemplo, a distribuição das intenções de voto no início da corrida eleitoral será a mesma da véspera da eleição; e que todos os acontecimentos políticos, de campanha e extra-campanha, não interferem na predição das intenções de voto. De acordo com a tal hipótese, as propagandas dos candidatos são incapazes de persuadir os eleitores, mas apenas garantem o voto de seus seguidores originais. Este não é, em princípio, um cenário ruim. Um candidato pode começar uma campanha bem posicionado e garantir-se nela até o final.”

Como exemplo para tal análise, Marcus utilizou a campanha presidencial de 2002 na qual Lula manteve seu bom índice de intenções de voto durante toda a empreitada eleitoral. Segundo dados da pesquisa, o candidato mesmo antes do início do período eleitoral, já possuía 34% de votos. Número este que alcançou médias de 43% e 59% com a divulgação de seu programa na mídia. Em contra partida, o desempenho da campanha de Serra, de acordo com Marcus, teve o mesmo padrão, sendo prejudicado somente pela baixa porcentagem inicial 13,5% dos votos. O que prova segundo consta na pesquisa que as campanhas são pouco eficientes na captação de votos.

CRÉDITOS: AGENC

21s30milésimos: Eis o tempo do nosso campeão César Cielo!


Brasil iluminado no Estádio Cubo D'Água

Na disputa pelo ouro na prova dos 50 metros em Pequim o brasileiro César Cielo brilhou. O paulista de 21 anos ganhou a prova e de brinde estabeleceu um novo recorde olímpico de 21s30 quebrando seu próprio recorde de 21s34.

Com isso, o Brasil chega a seu primeiro ouro nesta Olimpíada e passa a ocupar o 23º lugar no ranking de medalhas. Cielo com esta vitória tornasse o primeiro nadador brasileiro a conquistar uma medalha dourada em todas as edições olímpicas - o país possuía apenas três pratas e sete bronzes.

PARABÉNS CÉSAR CIELO O BRASIL ESTÁ MUITO ORGULHOSO DE VOCÊ!

RESULTADO FINAL DOS 50 METROS LIVRE

1.º Cesar Cielo Filho (BRA) - 21s30 (Recorde olímpico)
2.º Amaury Leveaux (FRA) - 21s45
3.º Alain Bernard (FRA) - 21s49
4.º Ashley Callus (AUS) - 21s62
5.ºBen Widman-Tobriner (EUA) - 21s64
6.º Eamon Sullivan (AUS) - 21s65
7.º Roland Schoeman (AFS) - 21s67
8.º Stefan Nystrand (SUE) - 21s72

Cine Al Dente: Um Crime Americano


Você deixaria seus filhos com um estranho?
Monique Andrade

Um Crime Americano (An Americam Crime) é ambientado em 1965, no estado de Indiana, Estados Unidos e reconta o assassinato brutal da jovem Sylvia Likens (Ellen Page de Juno). O delito ocorrido na casa de Gertrude Banisazewski (Catherine Keener de Capote) choca pelo alto grau de perversidade sofrido pela adolescente trancafiada em um porão e torturada até a morte.

Sylvia e sua irmã Jennie (Havley McFarland da série Gilmore Girls) são deixadas pelos pais – Lester (Nick Searcy de Pânico na Floresta 2) e Betty (Romy Rosemont de Amigas com Dinheiro) – na casa de Gertrude em virtude de uma viajem com o circo onde trabalham.O que inicialmente começa como uma experiência divertida para as garotas com o tempo se transfigura em medo e pavor. Gertrude que convence o pai das meninas a deixar as filhas sobre o seus cuidados, por uma boa quantia em dinheiro, é na verdade uma pessoa frágil física e mentalmente, abandonada pelo marido, com sete filhos e que luta, segundo ela mesma afirma, “para proteger seus filhos”.

Mas quem tem coragem de deixar os próprios filhos com alguém que acaba de conhecer? Esse é o questionamento abordado ao longo de Um Crime Americano, baseado na história real de Sylvia Likens. O filme conta o período de sua estadia na casa dos Banisazewski de forma cronológica – visando melhor compreensão dos espectadores, segundo o diretor Tommy O’Havera – o que conduz os espectadores a sentimentos semelhantes à de Sylvia e sua irmã:desespero e dor, muita dor.

Entre as atuações do longa, duas atrizes se destacam: a jovem Ellen Page, que emociona com sua interpretação serena e a veterana Catherine Keener que praticamente incorpora o espírito cruel da Gertrude. Catherine que inicialmente recusou o convite para viver a vilã ficou perfeita no papel, garantindo inclusive indicação ao Emmy Awardas de 2008, como melhor atriz.

Para os apreciadores de um bom drama, Um Crime Americano surpreende pela frieza de seus personagens e pela demonstração de que crianças podem ser bem malvadas e desumanas quando solicitadas. Enfim, aos que se emocionam com cenas fortes aconselho que fiquem, bem longe deste filme, pois as várias sessões de torturas sofridas por Sylvia e o drama psicológico enfrentado por sua irmã, Jennie geram mal-estar em mentes sensíveis.

Estréia no Brasil: 22 de agosto de 2008
Gênero: Drama
Duração do filme: 92 minutos


CRÉDITOS: UERJVIU

Que Jornalista de Opinião eu seria se não escrevesse sobre as Olimpíadas de Pequim 2008?


Até confesso que está postagem demorou mais do que deveria, mas finalmente chegou. E estou aqui para lhes contar sobre as minhas impressões sobre o evento. Quanto à cerimônia de abertura resumiria tudo com uma única palavra – Grandiosa – pode usar mais uma? Sublime, Apaixonante, enfim uma das mais belas da história olímpica.

Três horas e meia de muito encanto que contou de uma maneira dúbia a história do povo chinês, uma vez que omitiu partes importantes, como a Revolução Cultural, a invasão japonesa, Mao Tse-Tung, entre outras coisas...

Contudo, a notícia da substituição da cantora mirin, Yang Peiyi, pela menina Lin Miaoke considerada mais bonita para a festa me impressionou muito. Acredito que todos que assistiram a cerimônia estão se sentindo como eu – enganados – pois ouvíamos a voz de Yang interpretando a canção “Ode à Pátria”, mas víamos a pequena Lin.

Um absurdo que segundo o organizador da parte musical, Chen Quigang, é normal já que a China queria passar uma bela imagem para o mundo e Yang não teria uma aparência que se encaixasse nesse perfil.

Quanto à atuação do Brasil em Beijing até o momento estou curtindo e apesar das críticas que escuto das pessoas próximas a mim, acho que vai muito bem obrigada. Uma vez que, a carência de recursos voltados ao esporte nos impede de buscarmos melhores posições no ranking de medalhas.

Confesso que minhas horas de sono diminuíram, pois passo uma parte da madrugada acordada na torcida pelos nossos representantes na China. Estou orgulhosa das medalhas conquistadas até agora. São “bronzes-dourados” que devem ser comemorados com todo o louvor e alegria.

Parabéns aos nossos atletas medalhistas olímpicos!

•Ketleyn Quadros – Leve feminino (até 57 kg). A primeira mulher a conquistar uma medalha em esportes individuais.

•Leandro Guilheiro Tiago Camilo – Leve masculino (até 73 kg). Sua segunda medalha em Olimpíadas, a primeira foi nos Jogos de Atenas (2004), em uma luta que durou 23 segundos.

• Tiago Camilo – Meio masculino (até 81 kg). Ele através dessa medalha colocou o judô brasileiro no topo como o esporte que mais deu medalhas ao país.

•César Cielo – 100 Metros livre. A medalha foi conquistada na prova mais disputada da natação.

Obra Minha: Tema... UERJ


A matéria de hoje, na verdade, é uma entrevista com a vice-reitora da minha faculdade (UERJ), Cristina Maioli. Tal pauta foi realizada depois de muitas tentativas em parceria com o colega de estágio Vitor Straliotto e editada por Isabella Paschuini.

ENTREVISTA: Cristina Maioli (vice-reitora da Uerj) e Mônica da Costa Heilbron (sub-reitora de pós-graduação e pesquisa)
Vice-reitora diz que a universidade possui grande potencial para desenvolvimento de pesquisas em pós-graduação e para maior articulação junto à sociedade. “Sem pesquisa não se faz ensino de qualidade, seja na graduação ou na pós-graduação”, declara.
Monique Andrade e Vitor Straliotto

Em entrevista exclusiva para a Agenc, Cristina Maioli, vice-reitora da Uerj, fala sobre o que considera a agenda de incentivo da nova administração para o desenvolvimento de pesquisas dentro da universidade. “Um dos primeiros atos da nova direção foi a reorganização da estrutura da Uerj, em especial da Sub-Reitoria de Pós-Graduação, com o objetivo de fortalecê-la, além da criação de uma secretaria em todas as unidades acadêmicas, que tenham cursos aprovados pelo CNPq ou pelo Capes, para tratar e apoiar os programas de pesquisa da graduação e pós-graduação”, diz e acrescenta: “nossa equipe acredita que somente com a renovação destes quadros e aceleração dos processos burocráticos poderemos levar adiante nossas pesquisas”.

Segundo Maioli, os órgãos de fomento e empresas privadas que investem na Uerj são fundamentais ao desenvolvimento interno da produção científica: “tais órgãos já disponibilizaram, somente este ano, mais de 20 milhões de reais em verbas para nossas pesquisas. É fato que no ano passado houve cortes em nossa renda, mas vale ressaltar que as pesquisas são essencialmente patrocinadas por instituições como o CNPq, e não somente pela Uerj. Com respostas eficazes aos editais, somos capazes de atrair ainda mais recursos dos fomentadores”, explica.

Para Cristina Maioli, uma das formas de atrair novos investimentos para a faculdade “é aumentar as notas dos programas de pesquisas, já que vários são considerados não muito satisfatórios por possuírem notas entre 3 e 4, obtidas em avaliações feitas por órgãos de fomento”. A respeito dos investimentos destinados aos programas, a sub-reitora de pós-graduação e pesquisa, Mônica da Costa Heilbron, afirma: “os investimentos serão destinados de acordo com as notas obtidas pelos cursos, pois os que possuem um desempenho melhor, ou seja, possuem notas entre 5 e 6, demandam um grau de investimento diferenciado em relação aos que estão começando. Neste sentido, está havendo a criação de programas para cada um dos níveis conquistados”.

Cristina considera que as pesquisas abrem oportunidades para maior interação entre o meio universitário e a população. “Até porque são aspectos complementares: o desenvolvimento de pesquisas em muitas áreas permite maior contato com a sociedade”, diz, referindo-se à função social do desenvolvimento científico. A vice-reitora esclarece que é papel da própria universidade assumir uma postura socializada diante da população carioca e das diversas empresas que atuam no Rio. Seriam exemplos desta postura, segundo ela, a ativação de projetos dentro do pólo petroquímico de Duque de Caxias, para atender à demanda do mercado, assim como de projetos de indústria têxtil, especialmente em Nova Friburgo, devido às fábricas. Também é considerado o envolvimento da Uerj com projetos de saúde , como o Telessaúde Brasil, do Governo Federal. Ela afirma que a atual administração busca parceiros internos que se interessem pelos projetos e externos que financiem seus planos. Tais parceiros, segundo Cristina, estão sendo captados na esfera pública federal, através dos ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação e Cultura e da Saúde, e na esfera estadual, por meio da Faperj, onde a universidade concorre a bolsas de pesquisa com vários projetos. “A Uerj está aberta a qualquer forma de investimento, seja público ou privado, e não há problemas em uma empresa particular investir dinheiro na instituição, desde que respeite os valores da faculdade”.

Mônica Heilbron explica a linha de ação da sub-reitoria de pós-graduação e pesquisa: “em nossos primeiros meses de direção, priorizamos a reorganização das secretarias de pós-graduação e a oferta de novas vagas, através de concursos. Nossa meta é atrair profissionais de alto nível para o desenvolvimento das pesquisas. Além disso, consideramos de vital interesse para a universidade a organização de secretarias capazes de atender às necessidades de cada curso”. A sub-reitora diz que diversos grupos multidisciplinares estão sendo criados para aproximar os pesquisadores, tornando seus projetos mais competitivos no mercado. Mônica salienta também a importância da criação de eixos temáticos para as pesquisas. Segundo ela, “os eixos temáticos representam grandes preocupações da coletividade, e as pesquisas devem trazer melhorias para a mesma da forma mais concreta possível. Os principais são: energias, saúde e ciências sociais, e todos estão muito presentes nas discussões de nossa sociedade”.

Sobre as aspirações da reitoria para o segundo semestre, Mônica Heilbron afirma: “estão previstos o início das obras do restaurante universitário, a princípio no campus Maracanã e depois nos demais, o aumento das bolsas ofertadas aos alunos dos projetos científicos, e a entrada de novos professores na universidade, contudo não há prazos definidos”.

Obs: O aumento das bolsas aos alunos já foi realizado.

CRÉDITOS: AGENC

Voltei das férias


Perdoem a ausência de postagens na quinta e sexta-feira passada, mas resolvi tirar umas férias curtas... tão curtas que já acabaram e volto amanhã ao ritmo normal de postagens.

Beijos,
Monique Andrade.

Obra Minha:Tema... África


Nesta terça-feira, decidi postar uma matéria que executei sobre um Seminário realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) no mês de abril. Apesar de já estarmos em agosto existe certas pautas que ultrapassam a barreira do tempo e devem ser lidas diariamente.

Seminário aborda a situação da África do Sul pós-Nelson Mandela
“A população africana está marginalizada pela economia”, afirma membro da University of the Western.
Monique Andrade

O Seminário Internacional Pós-Neoliberalismo, Movimentos Sociais e Desenvolvimento realizado no teatro Odylo Costa, filho da Uerj exibiu no dia 10 de abril palestra de tema “Estados, novos modelos de desenvolvimento e pós-neoliberalismo”. Para tratar de tal tema, o evento contou com a presença dos palestrantes John Williams da University of the Western, Cape Town da África do Sul, Carlos Medeiros da UFRJ e do coordenador Anton Allahar da University of Western Ontário do Canadá.

Para iniciar as palestras, Jonh Williams abordou a questão da África do Sul pós-Nelson Mandela afirmando que pouco foi feito até o presente momento pelos negros sul-africanos. Ele mencionou ainda que a África do Sul, assim como todos os países africanos, tem problemas estruturais relativos à falta de saneamento básico, desemprego, fome, distribuição desigual de renda e contaminação pelo vírus HIV.

Segundo seus dados 75 mil crianças morrem vítimas da AIDS antes de completarem cinco anos de vida, sendo este um dos grandes problemas do país. “O presidente da África do Sul nega a existência da epidemia”, comentou. O que agrava a situação de uma população que vive abaixo da linha da miséria e não possui hospitais públicos capazes de atendê-la.

John apontou outro problema da África do Sul que com o término do governo de Mandela criou uma elite negra o que reduziu a participação da população nas eleições, especialmente entre os jovens. De acordo com ele, o país apresenta uma sociedade altamente desigual, principalmente em relação aos negros e o direito do voto não significa uma vida melhor para estes.

Em seguida, o professor da UFRJ, Carlos Medeiros falou sobre o desenvolvimento econômico da China destacando os principais desafios do governo chinês para manter o crescimento econômico: diminuir as assimetrias regionais e sociais, ampliar sua influência no Sudeste Asiático, aumentar as reservas de matéria-prima e energia e modernizar suas forças armadas.

Atualmente, um problema enfrentado pelo governo é manter a população no meio rural tendo para isto que levar o desenvolvimento para o interior impedindo a migração. Ao abordar a enorme quantidade de mão-de-obra disponível na China, Medeiros a classificou como “barata, disciplinada e qualificada” o que explicada o baixo preço dos produtos chineses no mercado mundial.

O coordenador do evento Anton Allahar discutiu o conceito de ideologia definindo a mesma como “um sistema de crenças e idéias”, enumerando algumas que, segundo ele, tentam explicar o porquê de alguns países serem desenvolvidos e outros não. As teorias escolhidas por Anton, explicam o fato baseadas em condições geográficas, clima, excedente populacional ou o fato dos países desenvolvidos impedirem que os subdesenvolvidos cresçam. Contudo, ele fez questão de lembrar que 99% dos países subdesenvolvidos são capitalistas e que mesmo os países desenvolvidos possuem problemas sociais.

CRÉDITOS: AGENC

Um toque de Esporte: Campeonato Brasileiro


Um novo toque opinativo está sendo inaugurado hoje. Construído pelo jornalsita Aldevan Junior... Bem-vindos a Um toque de Esporte.

A 17ª rodada do mais emocionante Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos foi dos visitantes. Das 10 partidas, 6 foram vencidas por equipes que atuavam fora dos seus estádios. Dentre estes, destaque para as vitórias de Palmeiras, que conseguiu enfim entrar no G4; Cruzeiro que mostrou sua solidez perante um adversário cambaleante e Botafogo, que obteve a primeira vitória fora do Engenhão. Entre os mandantes, os destaques foram às goleadas de São Paulo e Goiás.

Corteses anfitriões
Aldevan Junior

No sábado, o Internacional deu início à série de vitórias dos visitantes com um convincente 2 a 1 diante de um Fluminense totalmente desfigurado em relação ao time vice campeão da Taça Libertadores da América. Nilmar foi o destaque da partida com dois gols, levando o Colorado à 9ª colocação. Somália descontou. E o tricolor carioca ficou em situação complicadíssima na tabela; é o penúltimo, com os mesmos pontos do lanterna Ipatinga, mas com melhor saldo de gol (menos ruim seria a expressão mais correta).

Em Recife, o Náutico recebeu o Figueirense e o time de Floripa não tomou conhecimento da equipe da casa; venceu por 2 a 1, dois de Rafael Coelho; Gilmar descontou. Com a vitória, o Figueira permaneceu na 10ª colocação. Já Timbu, vem em queda livre na tabela. A equipe, que já foi líder do campeonato, está a um ponto da zona de rebaixamento.

Já no domingo, coube ao Palmeiras dar continuidade à série, vencendo o lanterna Ipatinga no Vale do Aço por 2 a 1. Depois de reclamar de ter sido substituído e de ter sofrido duras críticas do técnico Wanderley Luxemburgo, o chileno Valdívia resolveu fazer o que sabe – jogar futebol, e muito – marcou os dois gols do alvi verde, levando a equipe ao 3º lugar.

No Maracanã, o cada vez mais fraco Flamengo recebeu o cada vez mais forte Cruzeiro. E a equipe mineira levou a melhor, 2 a 1. O estreante Vandinho abriu o placar para o rubro-negro, mas rapidamente a Raposa respondeu com gols do bom de bola Guilherme e de Rômulo, que voltou de empréstimo do futebol israelense. A partida teve uma imagem chocante; depois de uma disputa de bola no alto, o atacante do Flamengo Diego Tardelli caiu por cima do braço direito, fraturando-o. O jogador foi levado às pressas a uma clínica na zona norte do Rio. O Cruzeiro ficou na 2ª posição e o Fla caiu para 6º.

O Botafogo foi à Curitiba enfrentar o Atlético Paranaense e voltou com a sua primeira vitória fora de casa. Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio marcaram para o time da estrela solitária. A boa fase em que o time entrou após o técnico Ney Franco assumir já colocou a equipe em 8º lugar. E o Furacão amarga a condição de primeiro da zona de descenso.

No último ato da saga dos visitantes, o Coritiba foi à Santos e venceu por 3 a 1. Três gols do jovem e brilhante atacante Keirrison, com o também jovem e brilhante atacante Maikon Leite descontando para o Peixe. Depois de uma heróica vitória fora de casa contra o Internacional, o Santos voltou a sua triste realidade. E não consegue sair da zona de rebaixamento. Já o Coxa, com o resultado fora de casa, chegou à 7ª colocação.

No mais, duas goleadas de 4, um novo Galo e um líder cada vez mais líder

No sábado, o Goiás recebeu a Portuguesa e não tomou conhecimento da equipe do Canindé; 4 a 0, com gols de Júlio César (2), Iarley e Romerito. A goleada fez o time esmeraldino subir 5 posições, chegando à 13ª. Já a Lusa caiu duas, e está em 15º.
O São Paulo recebeu o fraco Vasco no domingo, na estréia do atacante André Lima, ex-Botafogo e Herta Berlin. E ele já chegou balançando as redes, marcando os dois primeiros gols do tricolor paulista. Rogério Ceni completou a goleada, com um de falta - o seu no ano nesta modalidade - e um de pênalti. O atual bi campeão nacional chegou à 4ª colocação. Os cruzmaltinos caíram para 14º.

No ano de seu centenário, o Atlético Mineiro, que sonhava com títulos, vive a realidade de brigar apenas por uma vaga na Sul americana do ano que vem. Depois da acachapante goleada de quarta-feira passada diante do Vasco, o Galo venceu de virada o Sport por 2 a 1 no Mineirão. Roger, ex-Ponte Preta, São Paulo, Palmeiras..., abriu o placar para o rubro-negro pernambucano. Marques e Gedeon marcaram os gols da virada. A equipe mineira é a 12ª colocada. Já o Sport, mesmo com a derrota, é o 10º.

E encerrando, o mais do que líder Grêmio venceu mais uma em seus domínios; 2 a 0 diante do bom Vitória, com gols de William Magrão e Reinaldo, continuando a dois pontos do Cruzeiro. O tricolor gaúcho só depende de si para terminar o primeiro turno na primeira colocação. O Vitória caiu duas posições e é o 5º.

Confira a classificação do campeonato clicando no link da matéria.

Cine Al Dente 2: A Múmia – Tumba do Imperador Dragão


Bem hoje como prometi coloco a minha crítica sobre o filme da Múmia. ESpero que gostem de ter duas opiniões sobre o mesmo longa o que garante, segundo os meus ideiais, maior poder decisão à vocês.

Cadê a Múmia do filme?

Em ano de Olimpíadas na China, eis que surge mais um filme ambientado na Ásia, ou melhor, na sede olímpica. Coincidências à parte logo após Kung Fu Panda, destinado ao público infantil, surge nas telonas A Múmia – Tumba do Imperador Dragão (The Mummy – Tomb of the Dragon Emperor) ambientado na China de 1947.

O filme parte do mesmo princípio que os anteriores (A Múmia – The Mummy – e O Retorno da Múmia – The Mummy Returns) - uma múmia retorna a vida com o intuito de dominar o mundo - nos conduzindo a mais uma aventura da família O'Connell. Dessa vez o casal enfrenta a múmia do Imperador Shihuang Lin (Jet Li de O Reino Proibido, Máquina Mortífera 4) condenado pela feiticeira Zi Yuan ( Michelle Yeoh de Memórias de uma Gueixa) a permanecer imóvel pela eternidade.

Segundo o filme, o imperador Lin desejava dominar o mundo e quando assim o fez, quis dominar o seu maior inimigo: a morte. Ao alcançar o seu objetivo, contudo, recusou o pedido da feiticeira que o tornou imortal e foi amaldiçoado em companhia de seu exército a viver como múmias terracotas. Contudo, ele é ressuscitado por Alex (Luke Ford), filho do casal O’Connell, e somente seus pais podem derrotá-lo.

As confusões e toques de humor continuam os mesmos dos filmes anteriores, contudo o terceiro longa da série perdeu muito com a saída de Rachel Weisz (a senhora Evy O’Connell dos dois primeiros filmes) substituída por Maria Bello (de Obrigado por fumar). É certo que Maria bem que tentou, mas sua atuação foi pouco convincente. O destaque total fica para Brendan Fraser que continua perfeito nas cenas de ação vividas por seu personagem Rick O’Connell que reaparece mais forte, e desta vez enfrenta problemas de relacionamento com seu filho o jovem Alex.

A produção de A Múmia – Tumba do Imperador Dragão peca em alguns detalhes como o visual da casa de entretenimento de Jonathan (John Hannah de A Última Legião) que não condiz com a época em que o filme é ambientado, além da frágil qualidade dos efeitos especiais. Sem contar que o próprio nome do longa só é mantido devido a permanência de Brandon no papel principal, uma vez que o Imperador Lin não é propriamente uma múmia. Mesmo assim, as ótimas cenas de luta entre Jet Li e Brandon Fraser garantem ação e aventura aos expectadores.

Ah! E como não poderia deixar de ser ocorre um clima de romance entre Alex e a misteriosa Lin (Isabella Leong). Enfim, o filme poderia ter explorado mais a história da China e os mistérios que envolvem a Grande Muralha Chinesa, mas não fez. Paciência. Só ficou a pergunta: Por que não pararam no Retorno da Múmia? Teriam ganhado muito mais e forçado menos a barra.

Cine Al Dente: A Múmia – Tumba do Imperador Dragão


Nessa sexta-feira, o Cine Al Dente é mais do que especial, uma vez que a crítica de hoje é do jornalista Aldevan Junior. Acreditem apesar de muito jovem no ramo ele já demostra muita talento em seus comentários bem ponderados sobre o filme A Múmia – Tumba do Imperador Dragão.

Sendo assim, meu comentário sobre o longa fica para amanhã. Mais uma coisa, favor desliguem os celulares porque A Múmia – Tumba do Imperador Dragão está para começar.

Uma nova história com a base antiga
Aldevan Junior

O novo filme, A Múmia – Tumba do Imperador Dragão (The Mummy – Tomb o f the Dragon Emperor) passa-se na China antiga e na dos anos 40. O Imperador Shihuang Lin (Jet Li, ele mesmo) e todo o seu exército sofrem maldição da feiticeira Zi Yuan (Michelle Yeoh de O Tigre e o Dragão), que os torna prisioneiros de terracota. Segundo a lenda, aquele que desfizesse o feitiço acordaria um Imperador imortal, que dominaria o mundo. E o que acontece? O Imperador é ressuscitado e Rick O’Connell (Brandon Fraser, o mesmo Rick dos outros dois filmes) tem a missão de detê-lo.

O filme traz um casal O’Connell mais amadurecido: Rick aposentado da vida de descobridor de múmias e Evy escritora. Por falar em Evy, Maria Bello (de As Torres Gêmeas) deixou a desejar. Apesar de tentar demonstrar durante toda a película, ela não tem o carisma de Rachel Weisz. Já o filho do casal, Alex (Luke Ford, de vários sitcons norte americanos) aparece no longa adulto e desbravador de múmias como o pai. Como coadjuvante, temos a presença da jovem atriz de Hong Kong, Isabella Leong (A Batalha dos Deuses) no papel de Lin. A bela já em seu primeiro filme de língua inglesa mostra talento e se destaca.

Rob Cohen, também diretor dos dois primeiros filmes (A Múmia – The Mummy – e O Retorno da Múmia, The Return Mummy), se esforçou para manter o nível das últimas obras da série. O resultado, contudo, foi uma trama com excesso de ficção que deixou a única impressão que não deveria: a falta de uma múmia autêntica.

A Múmia – Tumba do Imperador Dragão, mostra a China antiga brilhantemente representada à época da construção da Grande Muralha. Entretanto, a dos anos 40 apresentou algumas falhas que não poderiam acontecer como o figurino atemporal das bailarinas da casa de entretenimento de Jonathan (John Hannan, o mesmo Jonathan dos outros filmes da trilogia) – em Xangai, e a falta de menção à Revolução Chinesa, visto que a trama se passa em 1947, um desrespeito à história daquele país.

A mudança brusca de cenário exigiu ainda pleno esforço dos efeitos especiais, marca dos últimos dois filmes. Porém, estes não conseguiram atingir o objetivo. A Múmia 3 traz além de uma avalanche muito mal feita, muita abertura de chão e terra pelos ares. Enfim, nada de novo.

A dupla de roteiristas Alfred Gough e Miles Millar (ambos de Homem Aranha 2) pecou e muito. Algumas situações chegaram a beirar o ridículo, como um confronto no alto Himalaia, onde a família O’Connell e Lin recebem a ajuda de Yetis depois que uma avalanche é provocada pelo Imperador Lin. Isso mesmo, o abominável homem das neves faz parte da história. O confronto com a Múmia, mesmo com a iminente intenção de mostrar ação, deixou a impressão de que faltava alguma coisa. O filme acaba e deixa no ar a pergunta: já acabou, é só isso mesmo?

Para quem acompanhou as outras duas obras da série, vale a pena a pipoca, para efeito de comparação. Quem não acompanhou, esqueça a múmia e prepare-se para uma trama bastante peculiar.