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Já pensou em jogar futebol americano?

A Agência Uerj de Notícias Científicas entrevistou o idealizador da proposta na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Cavadas. Quem sabe após ler a matéria, vocês se animam a praticar este ou outro esporte?

Alunos da Uerj montam time de futebol americano universitário
Grupo já busca meio de conseguir verbas para melhorar desempenho
Aldevan Junior e Juliana Gonçalves

O futebol americano não é um esporte dos mais populares no Brasil, mas aos poucos parece estar ganhando seu espaço. De acordo com matéria publicada pelo Globoesporte.com, em 19 de julho deste ano, a modalidade começou a ser praticada no Rio de Janeiro nos anos 1980 e o estado tem dez times filiados à Associação de Futebol Americano do Brasil (AFAB). Possui também, já há uma década, a competição estadual de maior destaque do país – o Carioca Bowl – disputada na areia. No embalo da tradição carioca, alguns estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) estão montando uma equipe universitária.

O idealizador do time, Eduardo Cavadas (graduando de física), contou que a idéia de montar um time na Uerj surgiu em maio deste ano, após a notícia de que aconteceria o primeiro campeonato brasileiro de na grama – até então o esporte era praticado somente nas areias das praias. “Eu vi que a realidade está mudando, estamos saindo do amadorismo. As pessoas estão jogando com os equipamentos corretos e então pensei: por que não um time na Uerj? Então, logo criei uma comunidade no Orkut visando divulgar essa idéia”. Entretanto, a divulgação na Internet não surtiu muito efeito e ele mudou de estratégia, como explica: “há pouco mais de um mês, espalhamos 30 cartazes pelos corredores da Uerj. Com isso, em menos de três semanas conseguimos 30 jogadores, nosso objetivo é ter 50”.

O time conta com o auxílio do Instituto de Educação Física: “temos o apoio integral do Instituto. Liberaram o campo toda quarta feira a partir das 15 horas para treinarmos. A Direção apenas pediu que houvesse o acompanhamento de algum profissional de educação física e alguns alunos deles nos ajudam com a parte do condicionamento físico dos jogadores”, diz Eduardo. Segundo ele, o projeto foi apresentado a Sub-reitora de Graduação e a intenção é torná-lo um projeto de extensão do Instituto de Educação Física e, assim, ganhar um aparato técnico.

A equipe conta com iniciantes, que estão aprendendo a jogar na Uerj. Este é o caso de Diego Lopes, que também é aluno do Instituto de Física. Ele começou a praticar o esporte no segundo semestre deste ano: “joguei uma vez na praia, gostei e comecei a ir aos treinos. Depois soube do time da Uerj e então me interessei”. Outros, já conhecem o esporte há algum tempo, como o estudante de Direito, Erick Paixão, praticante do esporte há um ano: “comecei a me interessar pelo futebol americano há quatro anos, meu primeiro contato foi através de vídeogame. Passei a assistir pela TV e fui aprendendo as regras. Hoje, estou na equipe da Uerj e disputo o Carioca Bowl pelo time Copacabana Sharks”, afirma.

Os jogadores têm a expectativa que o time possa jogar com as outras equipes do estado, mas sabem das dificuldades. “Podemos nos tornar um time amador, pois para sermos profissionais é necessário ter muita verba. Mas se disputarmos com outras equipes do Rio e conseguirmos um bom desempenho já vai ser muito bom”, declara Erick.

A primeira matéria do meu amor...

Neste dia tão especial para nós, meu querido, em que completamos 2 anos e 3 meses juntos, tenho o orgulho de postar a sua primeira matéria produzida para o site da Agenc (www.agenc.uerj.br). Amo-te Ju!

Uso de software livre pode ser solução para micro e pequenas empresas

Pesquisador afirma que programas tipo o Linux são o diferencial para o sucesso.

Aldevan Junior

O Brasil possui cerca de 4.900.000 empresas classificadas como micro ou pequenas, que representam mais de 90% da atividade empresarial no país e geram 57% dos empregos. Entretanto, essas sofrem com a implementação de soluções integradas de gestão por modelo próprio, que tem um custo alto. Pensando nisso, o graduado em informática pelo IME-Uerj, Leonardo Mendes de Lima Barros, escreveu monografia sobre proposta de criação de uma empresa de soluções integradas de gestão para micro e pequenas empresas. De acordo com o texto da monografia, o estudante aponta a possibilidade de um baixo custo final para os tipos de empresa em questão, caso elas passem a utilizar softwares livres.

Gerir uma empresa através de sistemas integrados não é algo supérfluo, segundo Leonardo Barros afirma no trabalho. Pelo contrario, segundo ele, tal fator tem sido um diferencial no atual cenário econômico mundial. Este modelo de gestão com o uso da informática dá ao empresário maior controle do seu investimento, desde a emissão de memorandos ou notas fiscais até mesmo à contabilidade da empresa. “Mas com a dificuldade presente na implementação desses sistemas, principalmente nas suas instalações e manutenções é muito difícil que um micro ou pequeno empresário retire parte do seu capital para investir neste setor”, escreve Leonardo.

É este o ponto principal que o ex-aluno do IME-Uerj aborda em seu estudo. Tendo como base a utilização de softwares livres – o Sistema Operacional Linux é a sua referência –, Leonardo traça um projeto que visa a permitir que micro e pequenas empresas invistam em sistemas integrados que, além de terem preços mais em conta, permitem aos empresários encontrar o diferencial para se destacarem em um mercado cada vez mais competitivo.

Na projeto, o informático simula uma empresa para atuar como prestadora de serviços, numa estrutura que envolveria seis funcionários, dois sócios, um escritório e um total de custos com equipamentos que chegaria, contando com o capital de giro, a R$ 48.000,00. Leonardo teve o cuidado também de planejar até cada etapa da construção da empresa, desde a determinação de cada função até onde seriam divulgadas as oportunidades de emprego para o investimento.

Segundo a monografia, tudo isso seria planejado com o intuito de atingir principalmente alguns ramos comerciais, como,por exemplo, farmácias e padarias, muito parecidas em seus setores no mercado. Os softwares livres criados pela empresa elaborada no projeto do graduado seriam para informatizar os sistemas de gestão dessas micro e pequenas empresas. “O empreendimento teria a exclusividade na manutenção e implementação desses sistemas que, sendo de natureza livre, estaria dentro do orçamento dos empresários. E estes, inseridos num modelo próprio de gestão informatizada – mais adequado ao seu tipo de investimento – teriam nos sistemas integrados verdadeiros diferenciais para se destacarem entre as micro e pequenas empresas, que a competitividade faz pensar que, aparentemente, são parelhas”, disse.

O pesquisador aponta que fazer parte da realidade globalizada da economia mundial é um direito dos micro e pequenos empresários brasileiros. Além disso, a globalização depende da rápida e competente transmissão de informações. Leonardo acredita que as plataformas livres serão os alicerces para as empresas que balizam a economia nacional poderem fazer parte dessa globalização. “Daqui a pouco até mesmo o uso da simples caneta será substituído por algo dotado de inteligência artificial”, afirma.

Cuidado com o que você come na Uerj!

Matéria extraída do site www.agenc.uerj.br. Acho que depois de lerem pensaram duas vezes antes de comer...
Cantinas da Uerj têm problemas de infra-estrutura e qualidade das refeições, diz estudo
De acordo com pesquisa, normas da Anvisa são desrespeitadas e apenas um dos estabelecimentos tem licença do Corpo de Bombeiros
Alexandra Barbosa

Para analisar as instalações das cantinas e as condições de higiene no preparo e na exposição dos alimentos, Ana Lúcia Lopes de Lacerda, aluna da pós-graduação da Faculdade de Engenharia Ambiental, percorreu o Pavilhão Reitor João Lyra Filho e constatou, como documenta em sua dissertação de mestrado defendida em março de 2008, que a maioria das cantinas desrespeita as normas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“O estudo constatou índices elevados e de não conformidade, a saber: ausência de lavatório exclusivo para higiene das mãos nas áreas de manipulação, e, nestes locais, em geral, há pouca ventilação e a temperatura é alta”. Ainda segundo o texto, um dos principais problemas encontrados foram as portas de entrada sem proteções inferiores contra insetos e roedores, tubulações das pias inadequadas e instalações elétricas precárias com vários aparelhos conectados a uma mesma tomada, levando assim, ao risco de curto circuito, além da temperatura do freezer e da estufa inadequados.
Os funcionários, em sua maioria, segundo o texto, não usavam uniformes nem luvas, além de manusearem os alimentos usando adornos, além de proteção para o cabelo como toucas e redes. Frangos e carnes, por exemplo, eram descongelados em vasilhas postas no chão. Ainda se referindo às condições sanitárias e de higiene, Ana Lúcia descreve que, “em 2006, houve relatos de usuários terem encontrado insetos nas refeições de duas cantinas oficiais (registradas) do bloco F”.
Outro problema encontrado pela pesquisadora foi a diferenciação da regulação do funcionamento entre as cantinas. Segundo ela, das 10 cantinas avaliadas, cinco passaram pelo processo de licitação, organizado pela prefeitura do campus. Já as outras cinco não necessitam, de acordo com a dissertação, passar por esse tipo de concessão e ficam submetidas apenas a acordos com os centros acadêmicos, ou seja, livre de taxas de regularização, o que gera conflitos entre a prefeitura do campus e os donos das cantinas registradas, que se sentem em condições desiguais.
No que diz respeito à prevenção de acidentes, de acordo com o texto de Ana Lúcia, a responsabilidade é do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Uerj, o Dessaúde, órgão responsável por fiscalizar a segurança e a saúde do trabalhador da universidade. De acordo o órgão, alguns princípios de incêndios foram registrados em seu relatório de ocorrência. Em 2004, a cantina do 5º andar do bloco F pegou fogo, a autora escreve que o incêndio foi causado por uma fritadeira industrial. Em 2006, segundo dados, o incidente se repetiu na cantina do 6º pavimento do bloco C. “Foram utilizados dois extintores de incêndio da Uerj, a cantina não possuía nenhum. A causa foi um provável curto circuito na fritadeira elétrica, uma funcionária teve queimadura de primeiro grau no braço direito”.
Como resultado de sua pesquisa sobre as cantinas, Ana Lúcia Lacerda constatou que, 90% delas não possuem material de primeiros socorros disponível e em locais de fácil acesso. Além disso, segundo a dissertação, “somente a cantina situada no pavimento térreo tem permissão do Corpo de Bombeiros (CBMERJ) para esta utilização”.

05/02/2009