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Teatro Al Dente:Deznecessários

A sessão Al Dente que estava desativada a algumas semanas retorna, hoje, a todo vapor e com muitas gargalhadas. Todas sob o comando do grupo de humor Deznecessários. O que antes era apenas destinado ao mundo do cinema começa a partir de agora a se interessar pelo universo do teatro. Por isso, peço que desliguem os celulares porque Deznecessários está prestes a começar a apresentação...

Crítica Deznecessários:

Graças à iniciativa do projeto Ilha In Cena aqui no meu bairro, Ilha do Governador, tive a oportunidade de assistir a apresentação do grupo Deznecessários. É certo que em meio à crise em que nós estamos onde o dinheiro está cada dia mais apertado e a grana para o lazer praticamente desaparece, é deveras complicado sobrar um “tempinho” para este tipo de atração, mas se der eu recomendo.

A apresentação do Deznecessários é totalmente necessária para espantar esse clima de tensão que nos rodeia atualmente. Com duração de duas horas inteiras, o grupo apresenta quadros e personagens divertidíssimos. Tudo muito bem equilibrado - apesar do excesso de palavrões em alguns momentos – por meio dos quadros mais famosos, como o “Ex-viado”, “O afrodescente”, “O traficante viado” e outros que nos fazem chorar de tanto rir, e rir muuuito. Contudo, nem só desses quadros vive o grupo que ainda reserva várias surpresas a platéia no decorrer do show.

Seus cinco integrantes - Paulinho Serra, Miá Mello, Mayra Charken, Eduardo Sterblitch, Marcelo Marrom, Rodrigo Portella e Felipe Ruggeri - se revezam nas apresentações dos quadros e a interação direta com o público torna o clima aconchegante. Os grandes destaques são com certeza as apresentações do Marron e do Eduardo, porque quem vai ao teatro achando que o traficante viado (interpretado pelo Paulinho) é o prato principal descobre todo o talento de Marcelo Marrom no papel do afrodescendente e gargalha horrores com o Eduardo Sterblitch imitando brilhantemente o Silvio Santos. Ambos fazendo uso de um humor nada apelativo e ma-ra-vi-lho-so!

Para quem, realmente, se interessou, mas está cortando loucamente todos os gastos, existe ainda a alternativa de assistir aos vídeos do grupo pelo YouTube, menos divertido, mas bem mais em conta.

Cine Al Dente: A Múmia – Tumba do Imperador Dragão


Nessa sexta-feira, o Cine Al Dente é mais do que especial, uma vez que a crítica de hoje é do jornalista Aldevan Junior. Acreditem apesar de muito jovem no ramo ele já demostra muita talento em seus comentários bem ponderados sobre o filme A Múmia – Tumba do Imperador Dragão.

Sendo assim, meu comentário sobre o longa fica para amanhã. Mais uma coisa, favor desliguem os celulares porque A Múmia – Tumba do Imperador Dragão está para começar.

Uma nova história com a base antiga
Aldevan Junior

O novo filme, A Múmia – Tumba do Imperador Dragão (The Mummy – Tomb o f the Dragon Emperor) passa-se na China antiga e na dos anos 40. O Imperador Shihuang Lin (Jet Li, ele mesmo) e todo o seu exército sofrem maldição da feiticeira Zi Yuan (Michelle Yeoh de O Tigre e o Dragão), que os torna prisioneiros de terracota. Segundo a lenda, aquele que desfizesse o feitiço acordaria um Imperador imortal, que dominaria o mundo. E o que acontece? O Imperador é ressuscitado e Rick O’Connell (Brandon Fraser, o mesmo Rick dos outros dois filmes) tem a missão de detê-lo.

O filme traz um casal O’Connell mais amadurecido: Rick aposentado da vida de descobridor de múmias e Evy escritora. Por falar em Evy, Maria Bello (de As Torres Gêmeas) deixou a desejar. Apesar de tentar demonstrar durante toda a película, ela não tem o carisma de Rachel Weisz. Já o filho do casal, Alex (Luke Ford, de vários sitcons norte americanos) aparece no longa adulto e desbravador de múmias como o pai. Como coadjuvante, temos a presença da jovem atriz de Hong Kong, Isabella Leong (A Batalha dos Deuses) no papel de Lin. A bela já em seu primeiro filme de língua inglesa mostra talento e se destaca.

Rob Cohen, também diretor dos dois primeiros filmes (A Múmia – The Mummy – e O Retorno da Múmia, The Return Mummy), se esforçou para manter o nível das últimas obras da série. O resultado, contudo, foi uma trama com excesso de ficção que deixou a única impressão que não deveria: a falta de uma múmia autêntica.

A Múmia – Tumba do Imperador Dragão, mostra a China antiga brilhantemente representada à época da construção da Grande Muralha. Entretanto, a dos anos 40 apresentou algumas falhas que não poderiam acontecer como o figurino atemporal das bailarinas da casa de entretenimento de Jonathan (John Hannan, o mesmo Jonathan dos outros filmes da trilogia) – em Xangai, e a falta de menção à Revolução Chinesa, visto que a trama se passa em 1947, um desrespeito à história daquele país.

A mudança brusca de cenário exigiu ainda pleno esforço dos efeitos especiais, marca dos últimos dois filmes. Porém, estes não conseguiram atingir o objetivo. A Múmia 3 traz além de uma avalanche muito mal feita, muita abertura de chão e terra pelos ares. Enfim, nada de novo.

A dupla de roteiristas Alfred Gough e Miles Millar (ambos de Homem Aranha 2) pecou e muito. Algumas situações chegaram a beirar o ridículo, como um confronto no alto Himalaia, onde a família O’Connell e Lin recebem a ajuda de Yetis depois que uma avalanche é provocada pelo Imperador Lin. Isso mesmo, o abominável homem das neves faz parte da história. O confronto com a Múmia, mesmo com a iminente intenção de mostrar ação, deixou a impressão de que faltava alguma coisa. O filme acaba e deixa no ar a pergunta: já acabou, é só isso mesmo?

Para quem acompanhou as outras duas obras da série, vale a pena a pipoca, para efeito de comparação. Quem não acompanhou, esqueça a múmia e prepare-se para uma trama bastante peculiar.