Mostrando postagens com marcador rio de janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rio de janeiro. Mostrar todas as postagens

Carnaval 2012: Já começou o esquenta!

Oficialmente, o carnaval 2012 começa em fevereiro, mas para que esperar tanto tempo, não é mesmo? Confira abaixo a lista oficial de carnaval de rua do Rio de Janeiro de todo o mês de janeiro. Há diversas opções de blocos por toda a cidade do Rio. Boa folia!


Foto: Internet
  • 11 de Janeiro de 2012 (quarta-feira) 
Madureira
GRES Portela  Concentração/Trajeto: Rua Clara Nunes, Rua Carolina Machado, Clara Nunes, Sergio de Oliveira, Beco da Fontinha. Madureira
Horário: 20h
  • 15 de Janeiro de 2012 (domingo) 
Mangueira
GRES Mangueira Concentração/Trajeto: Av. Visconde de Niterói, do Colégio Adolfo Bloch a Quadra da Mangueira. Mangueira
Horário: 19h
  
Madureira
GRES Império Serrano Concentração/Trajeto: Ministro Edgard Romero, da Borborema até a Conselheiro Galvão. Madureira
Horário: 18h

GRES Portela Concentração/Trajeto: Rua Clara Nunes, Rua Carolina Machado, Clara Nunes, Sergio de Oliveira, Beco da Fontinha. Madureira
Horário: 20h
  • 18 de Janeiro de 2012 (quarta-feira) 
Madureira
GRES Portela Concentração/Trajeto: Rua Clara Nunes, Rua Carolina Machado, Clara Nunes, Sergio de Oliveira, Beco da Fontinha. Madureira
Horário: 20h
  • 19 de Janeiro de 2012 (quinta-feira) 
Copacabana
Boca Maldita Concentração/Trajeto: Praça Demétrio Ribeiro, Rua Barata Ribeiro, Ronald de Carvalho, Nossa Senhora de Copacabana, Prado Junior, retornando a Praça Demétrio Ribeiro. Copacabana
Horário: 19h
  • 21 de Janeiro de 2012 (sábado) 
Vila Isabel
Eu Sou Eu, Jacaré É Bicho D’Água Concentração/Trajeto: Rua Torres Homem, 150 (Bar do Costa). Vila Isabel
Horário: 18h
  • 22 de Janeiro de 2012 (domingo) 
Tijuca
Império da Tijuca Concentração/Trajeto: Rua Conde de Bonfim, da Rua José Higino à Rua Uruguai. Tijuca
Horário: 20h 

Madureira 
GRES Império Serrano
Concentração/Trajeto: Ministro Edgard Romero, da Borborema até a Conselheiro Galvão.
Horário: 18h

GRES Portela Concentração/Trajeto: Rua Clara Nunes, Rua Carolina Machado, Clara Nunes, Sergio de Oliveira, Beco da Fontinha. Madureira
Horário: 20h
  • 25 de Janeiro de 2012 (quarta-feira) 
Madureira
GRES Portela Concentração/Trajeto: Rua Clara Nunes, Rua Carolina Machado, Clara Nunes, Sergio de Oliveira, Beco da Fontinha. Madureira
Horário: 20h
  • 28 de Janeiro de 2012 (sábado) 
Tijuca
Raízes da Tijuca  Concentração/Trajeto: Rua General Rocca, Rua dos Araújos, Carlos Vasconcelos, Desembargador Isidro, Haddock Lobo e Praça Saens Pena. Tijuca
Horário: 17h
  • 29 de Janeiro de 2012 (domingo) 
Botafogo
Só Caminha Concentração/Trajeto: Concentração Largo dos Leões, segui pela rua interna da praça até rua Marques, Capistrano de Abreu, Conde de Irajá retornando ao Largo dos Leões.
Horário: 14h

Tijuca
Império da Tijuca Concentração/Trajeto: Rua Conde de Bonfim, da Rua José Higino à Rua Uruguai. Tijuca
Horário: 20h
  
Mangueira
GRES Mangueira Concentração/Trajeto: Av. Visconde de Niterói, do Colégio Adolfo Bloch a Quadra da Mangueira. Mangueira
Horário: 19h
  
Madureira
GRES Império Serrano Concentração/Trajeto: Ministro Edgard Romero, da Borborema até a Conselheiro Galvão. Madureira
Horário: 18h

GRES Portela Concentração/Trajeto: Rua Clara Nunes, Rua Carolina Machado, Clara Nunes, Sergio de Oliveira, Beco da Fontinha. Madureira
Horário: 20h

Guerreiro da fé

Hoje, dia 23 de abril, a cidade do Rio de Janeiro está em festa. Uma festa em homenagem à São Jorge, um guerreiro que empunhou sua espada em defesa da fé. Reconhecido pelos católicos e pelo umbandismo como Ogum, ele se assemelha aos guerreiro nacionais que acordam cedo e seguem para o trabalho sonhando com uma vida e um mundo melhor.

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

A barca da Tia Pepa

Arredores da Tijuca (Fonte: Globo.com)
Hoje, dia 8 de abril, é o dia do jornalista e como estudante de Comunicação Social decidi ao invés de falar sobre as expectativas de quem está na faculdade, relatar as emoções que enfrentei, nesta segunda-feira, diante do temporal que caiu no Rio. A primeira recordação da chuva é das 17h56min quando escrevi este tweet “Chove torrencialmente na UERJ! O trânsito visto pela varanda da universidade está bem lento. Agora é rezar para não alagar tudo #transitoRJ”. Bem, o fato é que meia hora depois disto as imediações do Maracanã já estavam intransitáveis e a cidade junto.

Presa na Uerj devido a tempestade que só aumentava, liguei para o motorista da condução particular que me leva da Uerj até em casa e descobri que a van estava enguiçada próximo ao estádio. Resultado: meu namorado, dois amigos, uma colega e eu ficamos na faculdade entregues a própria sorte esperando o volume de água diminuir. Perto das nove da noite decidimos enfrentar o que a chuva nos reservava e seguimos rumo à estação de metrô que estava cheia e confusa. Ironicamente, a parte de cima tinha muita gente, mas o metrô mesmo estava vazio e a viagem ocorreu sem maiores problemas...

O problema só veio quando desembarcamos na estação da Central e percebemos a gravidade da situação: ônibus, taxis e carros estavam, totalmente, parados nas ruas alagadas da cidade e o jeito foi caminhar... Caminhar da Central do Brasil até o bairro de São Cristovão na esperança de conseguir uma condução que nos levasse a Ilha do Governador. Mas, no caos que estava nem os taxistas queriam mais trabalhar alegando que a Linha Vermelha era arriscada devido aos alagamentos.

Centro da Cidade (Fonte: Internet)

Praticamente onze da noite e lá estava meu namorado, a colega citada acima e eu em frente ao Corpo de Bombeiros de São Cristovão com a sensação de que andamos, andamos e morremos na praia a quilômetros de casa. Mas, eis que meu celular toca e nosso amigo Eduardo, vulgo Pepe, nos envia um anjo de candura que nos resgata molhados, cansados e a beira do pânico. O anjo, ou melhor, a anja era Tia Pepa em seu carro cinza, placa KGV (Inesquecível!), que abria caminho pela água suja e barrenta na tentativa de ir para a Uerj buscar o Pepe.

O mais irônico é que ele disse “Vai pro posto BR aí perto e procura a placa KGV que a minha mãe está esperando vocês”, mas na ânsia de encontrá-la todas as placas pareciam começar pela letra “k”. O fato é que somos encontrados, entramos e seguimos pela Quinta alagada em direção a Uerj. Com pouco trânsito devido aos alagamentos chegamos rápido - sempre com Tia Pepa abrindo caminho pelas águas - e resgatamos o Pepe e o Felipe, nosso outro amigo.


Desabamento no Bairro das Pitangueiras, Ilha do Governador, próximo
 ao 17o Batalhão, perto da minha casa (Fonte:viviakerman via twitter)

A partir daí vivemos o outro lado da história, pois havíamos enfrentado a chuva de fora do carro, vendo o pessoal parado e caminhando pelas ruas alagadas como em uma procissão. Mas, dessa vez estávamos presos no engarrafamento quilométrico, sem ter para onde ir e já passando da meia noite... Parecia mesmo que iríamos dormir apertados dentro do carro, porém o Pepe teve a ideia de pegar o acesso para Zona Sul em São Cristovão – de novo – e fomos para Copacabana, Botafogo, Lagoa rumo ao túnel que incrivelmente estava vazio, quase deserto e escuro.

Após todo esse martírio vimos com alegria o Hospital do Fundão se aproximando e consequentemente nossa Ilha querida. Após horas de transtorno chegamos sãos e salvos em casa, graças a barca da Tia Pepa. Para o abraço carinhoso e preocupado de nossas mães e para uma banho de álcool na tentativa de higienizar nossas pernas e pés da água suja.

O caos urbano de todo dia.

Sempre sonhei com o dia em que compraria aquele carro e andaria serelepe pelas ruas do Rio sentindo o vento no rosto. Tudo bem que até parece cena de filme estadunidense, mas fazer o que se fui criada vendo tais filmes? Contudo, chego aos 22 anos sem carro, sem carteira de motorista e sem nenhuma vontade de tirá-la pelos menos nos próximos anos. E tudo isso graças a estes malditos engarrafamentos!

Porque sejamos lógicos para quê comprar um carro se ficarei parada na rua com ele? E se com a quantidade de veículos que circulam nas ruas já estamos beirando o caos imagina eu colocando mais um na estrada. Literalmente, mais lenha na fogueira!

Essas e outras razões me fizeram deixar a grana no banco e me deslocar pela cidade em nossos “queridos” ônibus lotados. Sinceramente, vejo todos os avanços tecnológicos acontecerem na minha frente, mas até agora nada de inventarem o carro voador, o tele transporte e coisas que facilitem a locomoção das pessoas. Não suporto mais ficar parada no engarrafamento uma hora e meia por dia. Já pensaram que é uma hora e meia a menos de vida útil? Isso em uma semana representa sete horas e meia e como todos sabem tempo é bem-estar, família, amigos e se o chefe achar que você chega atrasado de propósito o seu emprego também!

Eis os meus, os seus e os nossos sonhos de toda manhã, tarde, noite...



S.O.S Rio!

Que correria louca a minha vida se transformou neste último mês: troca de estágio, novas e adoráveis experiências, cinco horas contadas de sono por dia, algumas olheiras, cansaço... Ufa! E nessa correria toda o blog acabou “abandonado”, sem postagens, solitário. Mas como podem ver e ler arranjei um tempo na agenda e cá estou para escrever algumas linhas reflexivas.

A primeira questão que me vem à cabeça é a guerra urbana que vivemos alguns dias atrás no bairro da Tijuca, onde uma típica cena de filme estadunidense aconteceu – um helicóptero foi derrubado a tiros por traficantes do Morro dos Macacos. Um ato desumano e que comprometeu a imagem da então cidade sede das Olimpíadas de 2016.

Quando parecia que nada mais surpreenderia os cariocas surgem imagens de policias "assaltando" e liberando os bandidos que haviam assaltado o coordenador de projetos sociais do grupo AfroReggae, Evandro João da Silva, de 42 anos, no Centro do Rio. E o pior aconteceu... Evandro faleceu no local, sobre a pergunta de quem o matou? Os bandidos que atiraram ou os policias que omitiram socorro a vítima?

Outra nota triste esta semana é a repercussão do assassinato da jovem Bárbara Calazans, 18 anos, por Bruno de Melo, 26 anos, que há seis tentava inutilmente se livrar do vício em crack. Em ato de extrema nobreza, o pai do acusado, Luiz Fernando Proa, enviou ao site do GLOBO uma carta contando as dificuldades em conviver com o problema do filho e pedindo desculpas a família de Bárbara.

"Meu filho começou na droga pelo álcool, no colégio, esta droga LEGAL com que a propaganda bombardeia nossas crianças e jovens todo dia, escancaradamente, e que produz milhares de mortes no trânsito, destrói lares, pessoas do bem e é, como se sabe, a primeira droga que os jovens experimentam. A maioria segue pela vida em maior ou menor grau se drogando com ela, o álcool, outros acabam provando das ilegais, sendo que uns fogem delas, outros se viciam numa espiral crescente e veloz. Em geral, passam pela maconha, vão na boca adquiri-la, e os comerciantes, felizes, lhes oferecem um variado cardápio, self-service: cocaína, crack, haxixe, êxtase, ácido...
Sei que há seis anos perdi meu filho para o crack, mas apesar das sequelas e problemas, ele nunca deixou de ser carinhoso e educado com todos, o que lhe granjeou um número sempre crescente de amigos.
" Dizem que vão gastar 100 milhões para equipar a polícia, mas e as vítimas diretas das drogas como ficam? E os jovens humildes atraídos pelos criminosos para seu exército? E os policiais mortos em combate nesta via indireta da guerra do tráfico? Está na hora de acabar a hipocrisia! "
Ele passou por várias internações - tinha, desde pequeno, outros problemas mentais que se exacerbaram com as drogas. Sempre que saia das internações ficava bem. Até encontrar os amigos, tomar umas cervejas e ai a coisa saía novamente de controle. Nestes tempos o vício, apesar de grave, ainda não tinha produzidos todos seus efeitos devastadores. Mas, com o tempo e a reincidência, o crack foi o devastando. Nos últimos tempos, dizia-se derrotado para o vício, vivia muito deprimido e voltara a frequentar o NA, Narcóticos Anônimos. Tentei de tudo para convencê-lo a se internar, mas vai pedir para um pinguço largar sua garrafa. É inútil. Ele foi cada vez mais descendo a ladeira. De mãos atadas, fiquei esperando pelo pior ou por um milagre, já que segundo os "especialistas", que ditam as políticas públicas para o tratamento de drogas, o drogado tem de se internar por vontade própria.
A reportagem que o Brasil assistiu esta semana, da mãe que construiu uma cela em casa, para tentar salvar o filho viciado em crack, é bem representativa de como as famílias vítimas deste flagelo estão abandonadas pelo Estado, e se virando à própria sorte. É bem possível que ela seja punida por isso. Na mesma reportagem, uma psicóloga inteligente afirmava que o viciado em crack tem de vir voluntariamente para tratamento. Este é o método correto, segundo a maioria dos que estão à frente das políticas para esta área. Será que essa profissional é incapaz de entender o estrago que o crack/cocaína ocasiona nas mentes de seus dependentes? Será que ela é capaz de perceber o flagelo que o comportamento desses doentes causam sobre as famílias?
Um drogado, ou adicto, que já perdeu o senso de realidade e o controle sobre sua fissura, torna-se um perigo para a sociedade, infernizando a família, partindo para roubos, prostituição e até assassinatos, por surto ou por droga. Esperar que uma pessoa com a mente destruída por droga pesada vá com seus próprios pés para uma clínica é mera ingenuidade destes profissionais. O Estado tem de intervir nesta questão para preservar as famílias e os inocentes. A internação compulsória para desintoxicação e reabilitação destes doentes, que já perderam todo o limite, é uma necessidade premente. Ou será que todas as famílias que vivem esse problema terão de construir jaulas em casa?
" Meu filho destruiu duas famílias, a da jovem e a dele, além de a si próprio. Queria sair do vício, mas não conseguia. Eu queria interná-lo à força e não via meios. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima "
Se meu filho fosse filhinho de papai, como falaram, eu já teria pago uma ou mais internações. Mas infelizmente o papai aqui não tem grana para isso, assim como a maioria das famílias vítimas deste, que insisto em reafirmar, flagelo.
Hoje vi uma pessoa boa se transformar num assassino, assim como aquele pai de família correto, que um dia bebe umas redondas, dirige, atropela e mata seis num ponto de ônibus.
As drogas, ilegais ou não, estão aí nas ruas fazendo suas vítimas diárias, transformando pessoas comuns em monstros e o Estado não pode ficar fingindo que não vê.
Dizem que vão gastar 100 milhões para equipar a polícia, mas e as vítimas diretas das drogas como ficam? E os jovens humildes atraídos pelos criminosos para seu exército? E os policiais mortos em combate nesta via indireta da guerra do tráfico? Está na hora de acabar a hipocrisia!
Meu filho destruiu duas famílias, a da jovem e a dele, além de a si próprio. Queria sair do vício, mas não conseguia. Eu queria interná-lo à força e não via meios. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima.
Ele irá pagar pelo que fez, será feita justiça, isso não há dúvida. O arrependimento já o assola, desde que acordou do surto do crack deu-se conta do mal que sua loucura havia lhe levado a praticar. Ele me ligou, esperou a chegada da polícia e se entregou, não fugindo do flagrante. Não passarei a mão na cabeça dele, mas não o abandonarei. Ele cumprirá sua pena de acordo com a lei, dentro da especificidade de sua condição.
" Este é um caso de saúde pública que virou caso de polícia "
Infelizmente, só consegui interná-lo pela via torta da loucura, quando já não havia mais nada a fazer, num surto fatal.
Este é um caso de saúde pública que virou caso de polícia.
Que a família da Bárbara possa um dia perdoar nossa família por este ato imperdoável. Chorei por meu filho 6 anos atrás. Hoje minhas lágrimas vão para esta menina, que tentou por amor e amizade salvar uma alma, sem saber que lutava contra um exército que lucra com a proibição (que não minimiza o problema, pelo contrário, exacerba), por um bando de tecnocratas e suas teorias irreais, e para um Estado que, neste assunto, se mostra incompetente.
Luiz Fernando Prôa, o pai
"

É difícil aceitar, mas no momento a única fonte de alegria para os cariocas é a atuação do Flamengo nesta fase decisiva do Campeonato Brasileiro, além é claro do retorno do Vasco a série A do mesmo. No mais só nos resta rezar para que o Cristo Redentor nos dê uma força extra para suportar as provações diárias. Amém!

Será que seremos os donos dessa festa?

Eis a pergunta que ecoa nos quatro cantos da cidade maravilhosa nos últimos dias. Será que seremos os donos da maior festa do esporte mundial? Será que teremos a honra de ser a primeira cidade sulamericana a receber uma Olimpíada?

A decisão tem dia e hora marcada: amanhã a partir do meio dia. Hora em que milhares de corações cariocas, em especial, bateram em um só ritmo na esperança de que a frase And the Olympic games 2016 go to... finalize com Rio de Janeiro, em vez de Chicago, Madri ou Tóquio.

A comissão brasileira levou a Copenhage, na Dinamarca, (tomara esta cidade seja, literalmente, uma doce lembrança) diversas personalidades, como o governador do Rio, Sérgio Cabral, o prefeito carioca, Eduardo Paes, o ministro do Esporte, Orlando Silva, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, o secretário-geral do Comitê Rio-2016, Carlos Roberto Osório, o presidente Lula, o escritor Paulo Coelho, o ex-jogador, Pelé, entre outras personalidades de peso que representam o povo brasileiro.

É fato que o volume de dinheiro investido em competições desse porte poderia solucionar grande parte dos nosso problemas de saúde, transporte, educação e saneamento básico, mas talvez esse seja o incentivo que faltava para que os governantes invistam não só na cidade do Rio, mas em todo o Brasil.

E tomara que amanhã seja o dia da alegria!!!!

Quem disse que o carnaval acabou?

Aos desavisados de plantão deixo bem claro que a folia carnavalesca se estende por mais dois dias na Cidade Maravilhosa. Confira agora a programação e divirta-se:

Sábado – 28/02

VEM, CAMINHA JUNTO!
Local: Av. Monte Cruzeiro s/ nº - Taquara
Horário: 15h

MULHERES DE CHICO
Local: Praça Antero de Quental - Leblon
Horário: 17h

BERÇO DO SAMBA
Local: Rua Mem de Sá - Lapa
Horário: 20h

Domingo – 1° de Março

MONOBLOCO
Local: Posto 6 - Copacabana
Horário: 10h

BARANGAL
Local: Posto 9 (Ipanema)
Horário: 16h

Rio de Janeiro: Choveu? É o caos!

Fico impressionada com o despreparo da nossa cidade diante de um temporal. Se fosse um problema recente, tudo bem, mas esse é um mal bem conhecido dos cariocas que sofrem ano após ano com os temporais de Novembro-Dezembro-Janeiro. Ontem, bastou apenas 40 minutos de tempestade e pronto as ruas do centro e adjacências se transformaram em verdadeiros rios. Sei que muito desse problema é fundamentado pela péssima administração do atual prefeito César Maia, mas é preciso dizer, também, que a população tem uma grande parcela de culpa na situação, na medida em que faz das vielas públicas depósitos de lixo onde se vê: cama, sofá, cachorro morto, televisão, geladeira, enfim tudo.
A população carioca se acostumou em atribuir a questão da limpeza urbana apenas a Comlurb, e se esqueceu que a cidade produz em média 6 milhões de lixo/dia. Ou seja, mesmo que cada gari fosse dotado de super-poderes este não conseguiriam dar conta de toda a sujeira que geramos em 24 horas. Não quero com isso inocentar o poder público que também não cumpre com as suas funções, apenas gostaria que todos pensassem duas vezes antes de jogar um papel de bala pela janela do carro ou ônibus, porque um dia esse mesmo papel pode bater na sua porta em uma dessas enchentes.

Obra Minha


Bem terça-feria é dia de matéria realizada por mim para o site da Agenc (Agência de Notícias Científicas) da Uerj. E hoje a pauta que eu escolhi é sobre o crescente números de eventos realizados pela cidade do Rio de Janeiro, enfim espero que gostem.

Mercado de eventos cariocas representa 3% do PIB brasileiro
A fama internacional do Rio como cidade anfitriã é um dos motivos para o crescimento do mercado de eventos.

“Rio de Janeiro: uma cidade de grandes eventos” é a monografia apresentada pela relações públicas, Juliana Neiva, no fim de 2007. A tese tem como objetivo desvendar a fama de “cidade anfitriã” do Rio de Janeiro correlacionando com a demanda de eventos que cresce em média 8% ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur).

Juliana esclarece que de acordo com o “Dicionário de Comunicação”, escrito por Rabaça e Barbosa evento é “um acontecimento que se aproveita para atrair a atenção do público e da imprensa sobre a instituição. Pode ser criado artificialmente, pode ser provocado por vias indiretas ou pode ocorrer espontaneamente”. Nesse sentido, é possível afirmar que o Rio de Janeiro é a principal cidade da América Latina na realização de eventos e a segunda do Brasil, perdendo apenas para São Paulo.

A cidade tem capacidade para sediar eventos dos mais diversos tipos: esportivos, culturais, comerciais e acadêmicos, de porte nacional ou internacional. Durante o ano de 2004, gerou 30% dos 10 bilhões que o mercado de eventos movimentou em todo o país conforme a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), citado pela autora na monografia. Ela também afirma que a cidade apresenta uma média de 330 mil eventos e feiras por ano, envolvendo cerca de 80 milhões de participantes, o que representa mais de 3% do PIB brasileiro.

“A busca do Rio pelo setor de eventos é vista como uma forma de utilizar sua imagem para construir uma visão positiva do evento” afirma Juliana. A autora credita isto ao fato de a cidade ser reconhecida pelas belezas naturais, simpatia de seu povo, caráter hospitaleiro com os turistas, capacitação profissional na área, experiência na realização de eventos de sucesso, além de ser a sede de importantes empresas, organizações e instituições.

O principal fator negativo apontado é a violência, ficando a carência de infra-estrutura em segundo plano. Mesmo assim – Juliana aponta – o Brasil passou do 21º para o 11º lugar entre os países-sede de eventos internacionais entre os anos de 2002a 2006, de acordo com dados do Internacional Congress and Convention Association(ICCA). Além disso, segundo o ICCA, nos últimos nove meses, o Rio foi a cidade líder nas Américas em sediar eventos internacionais, à frente inclusive das cidades norte-americanas.

CRÉDITOS:AGENC